Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 05/10/2019
O filósofo Aristóteles já preconizava que os conhecimentos deveriam ser passados, de maneira prévia, por uma comprovação antes de serem distribuídos à sociedade. No entanto, na atualidade brasileira, os constantes casos de desprestígio da vacinação não contribuem para o ideal promovido. Nesse ínterim, apesar da atestação dos cientistas sobre a efetividade das vacinas,torna-se visível que a ausência de informação e a desconfiança da sociedade pela ciência têm intensificado tal problemática.
Em primeiro lugar, é notável que a desinformação, datada desde a Revolta da Vacina, manteve os cidadãos intimidados sobre os baixos riscos de vacinação, como caminho para desistirem da proteção efetiva contra as doenças. Nessa linha de pensamento, o filósofo John Locke, na Teoria da Tábula Rasa, demonstra que esse comportamento da sociedade provém da incompreensão da funcionalidade efetiva das vacinas, o que é dever do Estado de manter o canal de explanação sobre essas dúvidas para a população. Desse modo, essa ausência de informação contribui para a desvalorização da vacina, tendo em vista que, conforme a BBC Brasil, os índices de vacinação da sociedade brasileira estão cada vez menores.
Nessas circunstâncias, com o prolongamento da desvalorização do saber científico, infere-se a perpetuação de situações de vulnerabilidade da sociedade que afetam a sua sobrevivência pela ausência de vacinação. Em face disso, o filósofo Nietzsche, na investigação do conceito de niilismo, constata que essa depreciação da ciência afeta a própria manutenção do bem-estar dos seres humanos, tal como a inutilização e a desvalorização das vacinas para a prevenção de doenças. Dessa forma, esse descrédito do campo científico torna-se incompatível no ideal de Aristóteles, haja vista que a poliomielite: a doença da paralisia infantil, desde 1990, permanece controlada a partir de vacinas.
Destarte, são impostergáveis medidas para ampliar a informação e a valorização do conhecimento científico à sociedade. Nesse sentido, o Governo deve criar palestras com a transmissão em canais de televisão, de modo que seja dialogado com médicos e cientistas sobre a efetividade das vacinas, a fim de melhorar o conhecimento informacional e científico da população sobre as vacinas. Somente assim, o Brasil poderá tornar a sociedade mais informada e prestigiada nos valores conquistados pela ciência com a vacinação, na mesma perspectiva do ideal sustentado pelo filósofo Aristóteles.