Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 07/10/2019

No início do século XX, acontecia no Brasil a Revolta da Vacina que exigia, entre outras demandas, a revogação da política de vacinação obrigatória devido aos surtos de doenças tropicais no Rio de Janeiro. Após isso, a vacinação em território brasileiro passou a ser facultativa, o que levou a muitas pessoas deixarem de se vacinar. Atualmente no país, o número de pessoas vacinadas está em constante queda, tal fato causa amplas consequências negativas e pode ser explicado tanto por fatores históricos como sociais.

Antes de erradicar algumas doenças como o sarampo e a poliomielite, o Brasil passou por épocas de surto dessas doenças. Devido ao alto número de infectados e mortos, a população passou a se sentir ameaçada, o que as levaram a se vacinar para se proteger de tais doenças. Porém, indivíduos nascidos após essa época de surtos, ou seja, que convivem em uma sociedade onde tais doenças foram erradicadas, não partilham o mesmo sentimento de medo que as gerações citadas sentiam. Isso leva a uma redução do ato de se proteger, já que o perigo não se encontra visivelmente presente.

Além disso, observa-se que nos últimos anos movimentos antivacina ganharam força no mundo inteiro, inclusive em território brasileiro. Por meio da disseminação de fake news, principalmente em redes sociais, ideais desse movimento atingem um grande número de pessoas que, pela falta de informação, absorvem esse discurso. Tais fake news propagam informes prejudiciais acerca da vacina, por exemplo que a sua aplicação causa autismo ou até mesmo a morte. Logo, parte da população se sente amedrontada por tais informações e se recusam a se vacinar.

Portanto, torna-se necessário aplicar medidas que estimulem a população a se vacinar e também medidas que diminuam a circulação de fake news. Para isso, o governo federal deve aplicar multas em indivíduos que não se vacinam ou não vacinam seus filhos, além de retirar benefícios como a matrícula dessas crianças em escolas. Empresas privadas de canais de compartilhamento, como o Facebook e o Youtube, devem parar de monetizar as visualizações de fake news para os seus criadores, afim de desestimular esses mesmos a criarem mais vídeos e artigos do mesmo âmbito falso; e também não recomendar para seus os usuários acessos a tais informações. Assim, espera-se estabelecer uma ampla cobertura de vacinação para que doenças antes erradicadas não voltem a assombrar a população.