Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 07/10/2019
A Vacina foi criada no século XVIII, com o intuito de imunizar os cidadãos contra o vírus da varíola, vírus que contaminava tanto humanos quanto bovinos, causando grandes prejuízos aos municípios. Com o passar dos anos, a vacina se popularizou e possibilitou que várias patologias, que, no passado, levaram várias pessoas à morte, pudessem ser erradicadas. No entanto, hodiernamente, no Brasil, os índices apontam para a volta destas enfermidades, devido, principalmente, a difusão de informações equivocadas sobre o assunto e a inoperância estatal em garantir programas de imunização a todos os municípios.
É pertinente elencar, de início, a disseminação de inverdades acerca da vacinação como fator que fomenta o imbróglio. Nesse sentido, o filósofo francês Voltaire defende que o preconceito é uma opinião sem conhecimento. Isso pode ser relacionado à problemática, uma vez que a divulgação de boatos falsos de que as vacinas estariam levando crianças a desenvolverem outras mazelas, como o autismo, gerou medo em muitos pais leigos que deixaram de vacinar seus filhos. Assim, grande parte da população passou a ser vulnerável a vírus, dos quais, antes, estavam protegidos, colocando a própria vida em risco.
Outrossim, embora a saúde seja um direito garantido constitucionalmente, ainda existem falhas graves no sistema brasileiro, que resultam em danos e ferem a dignidade dos civis. Face ao exposto, o jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein refere-se em sua obra “Cidadão de Papel” a um cidadão que possui direitos adquiridos, porém não usufruídos, devido, quase sempre, à escassez de condição fornecida pelo Estado. Assim também ocorre com a sociedade canarinha, uma vez que a garantia à imunização é constante negada pela falta de recursos para atender a municípios menores. Por conseguinte, há a proliferação de doenças graves nos pequenos centros urbanos.
Dessarte, tendo em vista os argumentos supracitados, urgem-se medidas factuais e efetivas. Para começar, é fulcral que a mídia - agente com grande poder de influência - divulgue campanhas publicitárias informativas e esclarecedoras, por meio das redes sociais e demais recursos de difusão de informação, que mostrem a importância da vacina e às consequências advindas da falta dela, com o intuito de atenuar os preconceitos em torno da questão, formando cidadãos mais conscientes e protegidos. Ademais, é dever do Estado, por meio do IBGE, coletar dados populacionais de cada município, com o objetivo de distribuir equitativamente materiais hospitalares, assegurando, desse modo, a imunização por todo o País. Dessa forma, o atual quadro poderá ser revertido.