Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 07/10/2019
Vacina não rima com problema
Em 1904, houve um movimento de caráter popular no Brasil conhecido por “Revolta da Vacina”, que ocorreu devido à campanha de vacinação obrigatória. Hodiernamente, o desafio da vacinação dos brasileiros persiste, não mais por medo da “agulha”, mas, principalmente, pelo fato de muitos desconhecerem as doenças erradicadas e pela escassez de campanhas.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que muitas crianças ficam sem se vacinar por uma questão de falta de conhecimento dos pais sobre as doenças e suas consequências. Consoante a Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, “A cultura do ser humano é de se vacinar quando há um risco iminente, quando ele não enxerga esse risco, não trata com prioridade, o que é um equívoco”. Assim, como diversas doenças foram erradicadas - tais como a poliomelite, a rubéola e o sarampo -, a sociedade em si acaba por esquecer-se de suas consequências, o que faz com que a cobertura de vacinação fique abaixo da meta estipulada. Em contrapartida, quando há um surto de uma doença, como houve com a febre amarela, o número de pessoas que procuram um Posto de Pronto Atendimento sobe consideravelmente.
Ademais, a restrição de campanhas feitas apenas em épocas de maior risco enraíza o problema citado anteriormente. Durante o Nazismo, Hitler fez uso maciço dos meios de comunicação, a fim de incutir na cabeça das pessoas sua ideologia, exaltar a Alemanha e convencer a massa de que ele era o salvador da pátria. Portanto, apesar das consequências desumanas que vieram em virtude das ações do líder alemão, nota-se que a mídia e a propaganda em geral são meios eficazes de persuadir os cidadãos - e é justamente a falta dessa que faz com que parte da população se esqueça de seu compromisso com as vacinas.
Em suma, é possível afirmar que a vacinação no Brasil é um desafio que pode ser superado. Para isso, o Ministério da Saúde deve, em parceria com o Ministério da Educação, levar informação acerca de doenças erradicadas e a importância da vacina, por meio de palestras nas escolas (que acontecerão à noite para facilitar a presença de pais e alunos), contando com a presença de profissionais da saúde, médicos e enfermeiros, com o intuito de erradicar não só as doenças, mas a ignorância com relação ao assunto. Outrossim, campanhas devem ser feitas em todos os municípios de forma mais abrangente durante todos os meses, usando como meio de divulgação a televisão, o rádio e a redes sociais. Com essas medidas, ter-se-á um país onde a vacinação não é mais um impasse.