Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 07/10/2019
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair da sua zona de conforto. No entanto, no cenário brasileiro atual, a realidade se caracteriza com a mesma problemática no que diz respeito aos desafios da popularização da vacinação. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação , que possui um forte legado histórico e é sustentado pela falta de conhecimento.
A princípio, o legado histórico é uma barreira evidente dentro dessa problemática. De acordo com Claude - Levis, só é possível interpretar as ações coletivas por meio de um evento histórico. Nesse sentido, o desafio da popularização da vacinação, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes ao passado brasileiro, como por exemplo a Revolta da Vacina, que ocorreu no Rio de Janeiro, no início do século XX, quando a população se revoltou devido à uma lei que obrigava a vacinação, fator que dificulta ainda mais a sua resolução.
Além disso, outro fator determinante é a falta de conhecimento. Nesse viés, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determina seu entendimento a respeito do mundo. Dessa forma, isso justifica outra causa sobre o problema, se a sociedade não tem informação séria sobre a importância da vacinação, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Logo, medidas são necessárias para reverter esse impasse. Desse modo, para que isso ocorra, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação , devem desenvolver palestras nas instituições de ensino, sendo web transmitidas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais ludicez sobre a importância da vacinação. Além disso, é preciso que nessas transmissões seja discutida a importância da vacinação para uma sociedade saudável. Por fim, é importante que a sociedade se encare como responsáveis por essa problemática, pois, para Platão , o primeiro passo para mover o mundo, é mover a si mesmo.