Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 09/10/2019

“O importante não é viver, mas viver bem.” Para o filósofo Platão, a qualidade de vida é tão essencial que supera até mesmo a existência. Entretanto, no Brasil hodierno, tal premissa tem sido ofuscada, visto que os desafios para a plena vacinação dos brasileiros tem contribuído para a ameaça do bem-estar. Assim, cabe analisar as causas do impasse, que persiste pelo aumento das campanhas antivacinas, além da falta de pensamento crítico por parte da população.

A priori, é válido ressaltar que as informações equivocadas quanto às vacinas contribuem para o aumento da problemática. Nesse sentido, pode-se destacar a Revolta da Vacina, movimento popular ocorrido no século 20 que lutava contra a vacinação, sobretudo devido a falta de conhecimento. De forma análoga, a disseminação de “fake news” (notícias falsas) na atualidade relacionadas as vacinas tem colaborado para a diminuição dos índices de vacinação, fato que impulsiona à uma revolta moderna dos pais. Tais grupos, mesmo sem base científica, têm alcançado milhares de pessoas, influenciando a sociedade à tomada de atitudes que ameaçam diretamente à saúde populacional.

Outrossim, a ausência de julgamento quanto às informações disseminadas amplia os desafios do impasse. Segundo Joseph Goebbels, ministro de propaganda de Adolf Hitler, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Nessa perspectiva, é evidente que devido à falta de criticidade por parte do corpo social quanto às notícias veiculadas, grande parte dos movimentos antivacinas ganham repercussão. Por consequência, doenças erradicadas como: sarampo, rubéola e poliomielite têm voltado a assolar a população, causando mortes em muitos casos, além de manifestar o retrocesso social. Desse modo, urge a tomada de ações para a redução do problema.

São necessárias, portanto, medidas capazes de mitigar essa problemática. O Ministério da Saúde, juntamente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação, deve promover práticas que reduzam a atuação dos grupos antivacinas, por meio de propagandas midiáticas, entrevistas com profissionais da saúde e publicações nas principais redes sociais, de forma a alertar acerca dos perigos da não vacinação, além de proporcionar a atuação conjunta dos internautas para uma maior divulgação e adesão. Desta maneira, os desafios da vacinação poderão ser atenuados e a qualidade de vida citada por Platão se tornar realidade.