Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 08/10/2019
Assim como a Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento, até que uma força externa atue sobre ele mudando seu percurso, os desafios para garantir a vacinação de brasileiros historicamente persistem na sociedade atual, a exemplo de situações como a reincidência na população de doenças controladas, como o sarampo e a caxumba.Com isso, ao invés de funcionar como o meio capaz de alterar o caminho desse entrave, a combinação de barreiras como a insuficiente oferta de insumos pelo Estado, capazes de atender a sociedade como um todo e a resistência social a respeito da importância das vacinas contribuem para a situação vigente.
Em uma primeira análise, segundo o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e dever estatal, entretanto esse princípio constitucional é desrespeitado.Isso ocorre porque, apesar de existirem políticas públicas de campanha e aplicação de vacinas, as mesmas não conseguem atender à demanda e regiões deficientes carecem de materiais como Itapetininga, cidade de São Paulo relatada no Jornal O Globo que sofre com a escassez de imunização pentavalente, que previne o contágio de cinco doenças.Nesse sentido, a negligência estatal, má gestão e escassos investimentos levam à persistência da problemática.
Sob outro ângulo, o enfrentamento da resistência individual acerca da aplicação das vacinas também é um desafio.Isso se dá devido à ausência de uma educação que promova a consciência sobre a importância do ato de prevenção e as consequências da indiferença.Desse modo, o indivíduo é prejudicado, pois de acordo com o filósofo Immanuel Kant, ‘‘O homem é tudo aquilo que a educação faz dele’’, ou seja, há uma lacuna no aprendizado relaciona a seus deveres pessoais e interpessoais quanto à saúde pública.
Logo, torna-se evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança desse caminho.Assim, é essencial que o Governo Federal, em parceria com as Organizações Não Governamentais(ONGs) da área da saúde, crie projetos que visem uma gestão adequada e aplicação de investimentos em regiões necessitadas, por meio de recursos das esferas estaduais e municipais, além do controle organizacional para suprir a demanda de materiais, para que os casos de falta sejam suprimidos.Concomitantemente, é fundamental que as escolas apliquem disciplinas extracurriculares a partir de campanhas com a iniciativa privada, com o objetivo de ampliar a consciência individual a respeito das vacinas.Sendo assim, o Estado, escolas e entidades sociais poderão funcionar como a força descrita por Newton, mudando o percurso do paradigma atual.