Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 08/10/2019

A solução é a vacinação

De acordo com a chamada “República Oligárquica”, ocorreram inúmeras revoltas relacionadas direta ou indiretamente à insatisfação dos indivíduos frente a política vigente da época. Em se tratando das revoltas, uma de grande destaque foi a “Revolta da Vacina” - caracterizada como um movimento popular que vinha com intuito dos grupos da sociedade não se vacinarem, pois a maioria não tinha conhecimento a respeito dos benefícios da vacinação. Ainda que tenha se passado um século e a tecnologia e os meios de acesso à informações tenham avançado, há ainda uma crescente resistência contra a vacinação, principalmente, pela propagação de notícias falsas a respeito dessas. Caso medidas urgentes não forem tomadas mais doenças como, o sarampo, voltarão a se destacar.

Sendo assim, a vacina - composta por microrganismos patogênicos, mortos ou atenuados - que tem por objetivo estimular o organismo das pessoas, fazendo com que esse trabalhe na formação de anticorpos que possam combater possíveis doenças, sejam elas menos ou mais severas. Haja vista, muitas doenças como, difteria, rubéola, poliomielite, entre outras haviam sido erradicadas a alguns anos. Porém, com o recorrente movimento antivacina, e o crescente número de notícias falsas relacionadas a vacinação, algumas delas, como, o sarampo, poliomielite, voltaram a preocupar as instituições públicas e privadas relacionadas a área da saúde.

De acordo com elementos supramencionados, pode-se levar em consideração - esse movimento contrário a vacinação -, que a partir do momento em que os pais não levam seus filhos menores de idade para serem vacinados, que é direito de todos, considera-se como crime: maus tratos. No país da Itália foi aprovada a  lei que exige carteira de vacinação em dia para matrícula de crianças de até 6 anos em escolas, na Alemanha, o governo exige que direção da pré-escola comunique crianças que não estão imunizadas ou sem calendário da vacinação em dia, caso contrário os pais terão que pagar multas.

Recai, portanto, ao Ministério da Saúde propagar mais campanhas, que tenham destaque, principalmente, aos lugares e as pessoas que possuem pouco acesso à informações, para que essas não se deparem com notícias falsas relacionadas as vacinas. Com auxílio das Instituições de Ensino, através campanhas, explicando sobre a gravidade da questão, colocando em destaque a participação da família como um todo, e também como na Itália e Alemanha, punir aqueles que não vacinam seus filhos. Concomitantemente, quanto maior for o alcance, mais pessoas já com conhecimento sobre a técnica da vacinação irão à procura dessa. Outrossim, tornar-se-à possível a reversão do quadro.