Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 09/10/2019

Segundo o ativista norte-americano Martin Luther King, ‘‘A injustiça, em qualquer lugar, é uma ameaça a justiça em todo o lugar’’. Embora correta, a frase não se configura como verdade haja visto a dificuldade de garantir a comunidade o acesso a vacina. Nessa senda, é imperativo a análise no tocante ao papel midiático e ao pouco investimento.

Inicialmente, uma entrave é a mentalidade retrógrada de parte da população, que age de acordo com as propagações de notícias falsas a cerca da vacinação. Paralelo á isso, consoante o sociólogo Émile Durkheim os fatos sociais são maneiras coercitivas de agir e de pensar, na qual influencia o comportamento do indivíduo. Um exemplo disso, é a propagação de ‘‘fakes news’’, o qual cria narrativas falsas como: a vacinação pode desenvolver autismo. Como resultado, a sociedade não procura se prevenir por medo e, por conseguinte, acaba sabotando as campanhas de vacinação.

Outrossim, o pouco acesso e investimentos impulsionam a problemática. Na Revolta da Vacina, de 1904, o país viveu um drama sanitário, na qual a vacina foi imposta a população. No entanto, tal prática não perpetuou-se, hodiernamente, esse método preventivo é consentido pela comunidade, entretanto não mais com a mesma atenção governamental, pois o acesso a vacinação  não abrange todo território brasileiro e contribui para a inércia do problema.

Infere-se, portanto, que vicissitudes devem ocorrer com o fito de garantir o acesso integro da sociedade aos meios preventivos de saúde. Dessa forma, compete ao Ministério da Saúde em consonância com a Mídia intensificar as campanhas socioeducativas, por meio de anúncios e projetos transdisciplinares - o qual envolva informativos que desmistifique as crenças populares-, a fim de impulsionar o meio social a aderir a vacinação. Ademais, compete ao Governo investir e acompanhar a cobertura vacinal, por meio da intensificação e disponibilização de vacinas em todas as regiões, a fim de prevenir a todos. Assim, poder-se á caminhar para coesão social.