Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 09/10/2019
Andrew Wakefield, médico britânico, colocou um ponto de interrogação sobre os verdadeiros efeitos colaterais que as vacinas podem ocasionar; ao alegar que a vacinação poderia desenvolver autismo - mais tarde foi comprovado que não há relação - movimentos como o antivacina, ganharam força. Portanto, a autonomia individual versus a proteção coletiva, no que tange o cenário da saúde, são questões que devem serem levadas em conta para enfrentar o desafio de garantir a vacinação.
Concomitantemente a isso, vacinar, selecionar ou não vacinar são diferentes concepções sobre a imunização. Para a primeira, há uma ‘‘cultura da vacinação’’ já introjetada e não questionada. As famílias que selecionam representam uma variação de comportamento dentro da norma cultural. Os que não vacinam prezão totalmente pela liberdade individual. A priori, partido do conflito entre a autonomia e a perspectiva da saúde pública, é necessário que haja um equilíbrio entre estes dois polos.
Destarte, aqueles que seguem as concepções do movimento antivacina acreditam na manipulação da indústria farmacêutica por interesses comerciais, o que compromete a possibilidade de suscitar políticas públicas solidamente fundamentas; o eufemismo de acreditar que é apenas uma
’’ desconfiança’’ é presente, no entanto, o que realmente ocorre é a negação da ciência.
Dado o exposto, uma flexibilização para os casos em que a não vacinação não represente riscos relevantes para a saúde pública, novas formas de comunicação e debate com a população e o desenvolvimento de tecnologias ( com a função de garantir que se tenha acesso a dados verídicos sobre vacinas e saúde), são medidas com o escopo de garantir a vacinação dos brasileiros.