Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 11/10/2019

O britânico Andrew Wakefield, em 1988, relacionou uma vacina com casos de autismo e, apesar de ter apresentado resultados forjados, contribuiu para a formação do movimento antivacina. Tendo em vista, esse fato, como também a acessibilidade em certas localidades e o avanço dos meios de informação, corroboram desafios à garantia da imunização no Brasil. Dessa forma, é de suma importância discutir essa problemática, a fim de que a proteção da população seja assegurada.

Em primeiro plano, a vacinação é uma forma de profilaxia a doenças. Nesse sentido, o Instatuto da criança e do adolescente afirma o direto desses em recebê-la e o dever dos pais em proporciona-la. Partindo desse pressuposto, o Estado promove campanhas de apoio a causa, entretanto essa ação confronta com desafios sociais, no que se refere à acessibilidade em áreas periféricas: nem sempre há vacinas nos postos de saúde, também nem sempre é reconhecido o porquê de se imunizar. Assim, tal quadro se encaixa no contexto de “banalidade do mal” descrito por Hannah Arendt, pois apesar do Estado saber da importância, os esforços em garantir a vacinação a todos os cidadãos não é o bastante. Dessa maneira, configura-se um desafio a ser sucumbido, principalmente, porque parte da população fica à mercê das consequências da não vacinação.

Em consonância, para que os direitos e deveres sejam certificados, o conhecimento coerente sobre a temática não deve ser um desafio. Sob esse viés, o aumento da não vacinação ocorre conforme os avanços dos meios de informação, segundo dados divulgados, a partir de 2009, pelo Ministério da Saúde. Diante disso, é certo que na internet, por exemplo, há conteúdos tanto corretos quanto errôneos; logo, esses quando não checados contribuem para influenciar, em negativo, as pessoas, como o movimento antivacinas. À vista disso, este é mais um desafio em assegurar qualidade a saúde populacional. Portanto, é fulcral o papel das instituições de ensino como forma de mudar esse contexto, uma vez que propagam a criticidade aos indivíduos, como afirma o educador Paulo Freire.

Destarte, diante dos fatos ressaltados, ficam claros os desafios para garantir a vacinação no Brasil. Assim, para minimiza-los, o Ministério da Saúde deve aperfeiçoar as suas campanhas de incentivo à vacinação, em parceria com as escolas, que são centros educacionais, de forma a criar um projeto, o qual torne evidente a importância da imunização, por meio de recursos visuais e palestras. Por conseguinte, terá o efeito de diminuir os desafios presentes a partir do conhecimento, sendo possível desqualificar movimentos como o da antivacinação.