Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 10/10/2019
É inegável o fato que, no Brasil, durante a história a irresponsabilidade humana fomentou inúmeros surtos epidêmicos, visto que desde o século XIX, com a Revolta da Vacina dando início ao período de conflitos e repúdio dos populares motivados pelo desconhecimento básico sobre o tema. Desse modo, infere-se que muitas doenças poderiam ser evitadas com base no conhecimento e prevenção. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à falta de políticas públicas e à precariedade socioeducacional.
Em primeiro plano, torna-se imprescindível a intervenção estatal, uma vez que a Constituição Cidadã de 1988 assegura os direitos à vida, à cidadania, à saúde e à educação. Entretanto, a inércia dos órgãos governamentais proporciona a defasagem do sistema de saúde pública. Diante disso, nota-se que o povo é diretamente prejudicado por causa desse fator, já que é obrigado a conviver com a falta de médicos, medicamentos e exames que possam ajudá-lo a diagnosticar e tratar previamente essas patologias. Ademais, a população não segue de maneira correta as instruções do Ministério da Saúde com relação a medidas de prevenção, como evitar água parada, por exemplo, dando oportunidade ao mosquito ‘‘Aedes aegypti’’, o qual é vetor da dengue e febre amarela.
Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a pouca veiculação de métodos educacionais para o público. Outrossim, é a disseminação de notícias falsa que acresce, gradativamente, ano após ano, causando graves consequências e vítimas dessa atitude. Nesse contexto, a sociedade sem o conhecimento associada à ausência de informações passam a compartilhar e veicular ‘fake news’’ com o intuito de menosprezar as campanhas de vacinas e, consequentemente, diminuir os índices de vacinação perpetuando doenças como sarampo, caxumba e rubéola praticamente erradicadas na contemporaneidade, passam a vigorar e afetar os seres humanos.
Portanto, torna-se evidente que é indispensável a adoção de medidas capazes de intervir no descaso das políticas públicas e na carência de educação sobre esse fator. Logo, cabe ao Governo Federal investir recursos provenientes de impostos, para que o Ministério da Saúde realize programas, através dos postos de saúde em prol de melhorar a fiscalização, o atendimento e a inserção de alunos de medicina, com o objetivo de propiciar condições dignas ao público conforme direitos presentes na Carta Magna. Por fim, a mídia em parceria com escolas e ONGs podem, por intermédio de campanhas, propagandas, reportagens e ações sociais fomentar e sensibilizar a sociedade civil a cobrar das autoridades medidas cabíveis, a fim de garantir melhores condições de vida.