Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 10/10/2019

O Brasil sofre com um problema de saúde pública que vem se acentuando, cada vez menos crianças estão sendo imunizadas e os motivos são diversos. Ora populações de regiões mais pobres ou de difícil acesso, sofrem com a falta de vacinas ofertadas pelo setor público, ora populações com acesso estão descrentes do real motivo e efetividade da vacinação, levando não só a uma crise de saúde pública, como a um problema de cunho econômico, pois o custo de uma vacina é drasticamente irrisório ao custo do tratamento da doença que a vacina venha a evitar.

Desde a promulgação da atual constituição Brasileira: a Constituição Cidadã, a saúde é dever do Estado, incluído neste, o direito à vacinação de doenças com potencial epidêmico e de letalidade, desde então o investimento vem sendo crescente, porém ainda insuficiente e afetado pela crise financeira que assola o país. Esta crise leva a uma tentativa de “economizar” com a não aquisição de novas vacinas pelo poder público, deixando assim regiões mais carentes desassistidas. Além de prejudicar a aquisição de novas vacinas, regiões mais remotas do país sofrem ainda mais com o desabastecimento pois, somado a tudo isso, há questões logísticas de distribuição diretamente afetadas pela falta de recursos.

Por outro lado, no Brasil que tem acesso aos meios de imunização, cresce uma corrente de dimensões globais que são céticas às vacinas, questionando sua efetividade e alegando que levam à outros tipos de doenças como o Autismo. Grupos ativistas na Europa e nos Estados Unidos da América, exercem bastante influência na redes sociais questionando com uma teoria da conspiração, de que as vacinas geram outros tipos de doenças que é de interesse de grandes grupos farmacêuticos que lucrariam com isso. Por isso, incentivam que os pais não vacinem seus filhos.

Neste problema complexo e de diferentes vertentes, o problema deve ser atacado em duas frentes: a priorização de recursos do setor público para as regiões mais carentes do país, com maiores riscos pela dificuldade do acesso,. Com o público que tem acesso às vacinas, as propagandas de conscientização devem ser ampliadas em conjunto com planos de saúde, para desmistificar essas teorias conspiratórias, uma vez que é de interesse econômico dos planos de saúde, o alcance e difusão das informações seriam exponencialmente potencializados.