Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 11/10/2019

No século XVI, durante a colonização, as doenças contagiosas trazidas pelos europeus foram responsáveis pela morte de grande parte dos povos ameríndios, visto que não possuíam imunidade contra elas. No mundo hodierno, em alguns países, como no Brasil, a imunização da população permitiu a erradicação de algumas dessas doenças, contudo, a recente diminuição na taxa de vacinação tem ocasionado a reintrodução de males, como o sarampo. Desse modo, é de fundamental importância avaliar como a formação educacional antiquada e a ineficácia das políticas públicas são empecilhos à saúde da sociedade brasileira.

Em primeiro plano, de acordo com o psicólogo Lev Vygotsky, a escola não deve se distanciar dos aspectos da vida social dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento integral do indivíduo. Corrobora-se, assim, a relevância da educação para a garantia da vacinação da população, uma vez que por meio dela, as novas gerações podem aprender sobre a história e a importância das vacinas, além de serem auxiliadas a identificar notícias falsas veiculadas pela internet, dado que é comum a circulação de “fake news” , associando, por exemplo, a imunização ao desenvolvimento de autismo. Porém, o modelo educacional brasileiro, frequentemente, carece dessas abordagens, o que tem favorecido a formação de cidadãos desinformados e ignorantes, que  têm deixado de aproveitar a oportunidade que os ameríndios não tiveram de se proteger dessas doenças mortais.

Concomitantemente, à questão escolar, ao se analisar a Revolta da Vacina, ocorrida em 1904, no Rio de Janeiro - na qual a população se revoltou contra o autoritarismo da obrigatoriedade da vacinação - pode-se observar a dificuldade do governo em informar e conscientizar a população de forma correta. Nesse sentido, segundo dados do Ministério da Saúde, foram 10262 casos confirmados de sarampo (doença que havia sido erradica) confirmados em 2018, observa-se, assim, que o Estado ainda enfrenta dificuldade em instruir os indivíduo, além da imposição. Por conseguinte, ocorre a manutenção do medo e de mitos a esse respeito, o que diminui as taxas de imunização no país.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa situação. Para tanto, é preciso que o MEC, com auxílio de ONGs, torne obrigatório (e faça frequentes fiscalizações) ações interativas que juntem as famílias e alunos nas escolas de todo país, para que por meio de diálogos e palestras , com especialistas, seja ensinado tudo sobre as vacinas e os perigos e como identificar as informações falsas, para que seja formada uma geração mais consciente e que continuem a se vacinar. Além disso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas na televisão e redes sociais, para que as informações corretas alcancem a maior quantidade de pessoas possíveis, e várias mortes possam ser evitadas.