Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 14/10/2019
Charles Darwin, propôs a teoria da evolução das espécies dada por meio da transmutação. Analogamente, é indubitável a transformação de agentes patogênicos e ações para diminuir seus efeitos na sociedade tendo como referência tal teoria. Entretanto, a falta de esclarecimento e iniciativa de instâncias públicas tornou a vacinação um processo caótico no Brasil, necessitando dessa forma de inclinações paliativas.
Convém analisar, desse modo, o ocorrido histórico no século XIX, conhecido como “Revolta da Vacina” que por falta de esclarecimento acerca do ato de vacinar, levou uma parcela da população local do RJ a um engajamento a manifestação violenta. Neste compasso, herdados traços de desinformação, um número considerado de indivíduos brasileiros por não terem o contato efetivo com doenças que necessitam de vacina, dispensam qualquer forma de ações interventivas, se alicerçando no achismo de não se prevenirem.
Cabe considerar, também, o estudo feito por Andrew Wakenfield ao vincular o autismo e vacinação. Sendo este, um estudo desfigurado sem comprovações científicas verdadeiras, contudo, pensamento amplamente propagado, ora tempo depois desmantelado. Neste panorama, difundido tal ideia, a causa da vacinação estar interligado aos casos de doenças congênitas, atribuindo dessa maneira uma causa pejorativa ao processo de imunização passiva comprometendo a saúde locacional.
Fica claro, portanto, a imprescindível ação frente a problemática para garantir a vacinação. Para isso, a EBC - comunicações deverá promulgar de forma efetiva, antecedente ao período de campanhas de imunização, a importância e o esclarecimento por meio de palestras públicas e meios propagandísticos na quebra do senso comum. Logo, o Ministério da Saúde deverá promover fóruns de discussão de maneira coletiva, entre coordenadores da saúde pública e a sociedade, promovendo a quebra do paradigma da não necessidade da vacinação que está tendendo a seguir um padrão errôneo.