Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 13/10/2019
Mediante as inovações oriundas da Terceira Revolução Industrial, foi possível formular novas vacinas para prevenção de enfermidades. Apesar desse desenvolvimento, na conjuntura brasileira, existem adversidades para garantir a vacinação dos cidadãos. Nesse panorama, não se deve negligenciar a veiculação de fake news e a falta de acessibilidade.
A princípio, sob a égide constitucional de Émile Durkheim, anomia é uma condição em que as regras sociais são ausentes. Essa sensação “anômica” na web leva a veiculação de fake news, inclusive sobre vacinas, como postagens sobre supostos sintomas e enfermidades gerados por esses medicamentos. Nesse sentido, essas inverdades na internet prejudicam a garantia da vacinação, visto que muitas pessoas ficam amedrontadas e não buscam receber a imunização.
Sob outro viéis, a Constituição de 1988 prevê que a saúde é direito de todos e dever do Estado, a partir do acesso igualitário. Entretanto, no que se refere a vacinação esse pressuposto é transgredido, haja vista que existem imunizações que não são disponibilizadas gratuitamente, por conseguinte, geram um custo que não é acessível a todos. Esse fato, pode ser ilustrado pela vacina meningocócica B que não é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é usada na prevenção de meningite.
Destarte, com o intento de mitigar os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros, é imperioso que o Ministério da Saúde, mediante um decreto, crie um novo departamento para fiscalizar e bloquear fake news sobre as vacinas. Outrossim, é mister que as Secretárias de Saúde disponibilizem novos tipos de imunizações, gratuitamente, para que esses medicamentos inovados, por meio da Terceira Revolução Industrial, sejam mais acessíveis de forma igualitária à população.