Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 16/10/2019

Segundo o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger os seus ‘‘filhos’’. Visto isso, a vacinação dos cidadãos brasileiros é fundamental para que isso ocorra. Entretanto, em pleno século XXI, é fato que existem muitas pessoas que não se vacinam, seja, principalmente, pela imunização ser caracterizada como um tabu, gerando o medo entre as famílias, e também a ignorância da necessidade de vacinar-se.

Em primeiro lugar, a recusa dos pais em deixarem seus filhos vacinarem por conta do medo, é um dos desafios que impedem o ato da vacinação. Na série televisiva ‘‘House’’, o médico Gregory House depara-se com uma situação de uma mãe que não autorizava sua filha a vacinar e, ao perguntar o porquê de tal recusa, a progenitora diz que a vacina existe apenas para tirar dinheiro do povo. Fora da ficção, essa situação ocorre regularmente, pois muitas famílias acreditam nesse tabu de que a ação é perigosa, desnecessária e enganosa. Com isso, infelizmente, ao acreditar nesses paradigmas míticos, podem ocorrer diversas consequências, até mesmo a morte.

Em segundo lugar, o desconhecimento da importância de imunizar-se, é, também, um desafio que necessita ser superado. Ademais, a ignorância impede o indivíduo a realizar a vacinação, pois faz com que o mesmo não tenha senso crítico no assunto. Ou seja, ao não saber os benefícios e nem os malefícios da importância da imunização, o cidadão tende a não realizar a vacinação. Por isso, a falta de conscientização afeta grande parcela da população, porque não há esclarecimentos e, consequentemente, nenhum conhecimento sobre.

Portanto, urge que o Ministério da Saúde (MS), por meio de verbas governamentais, crie, a fim conscientizar a população, campanhas publicitárias em forma de banners e panfletos, para esclarecer a população dos benefícios e desmistificar mitos e verdades a respeito da vacinação para então, diminuir o medo e a ignorância da população em geral. Feito isso, aumentará a quantidade de cidadãos vacinados, e o Estado poderá, finalmente, proteger os seus filhos, assim como propôs Hegel.