Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 14/10/2019
O Brasil conta com aproximadamente 208 milhões de pessoas, deste contingente nem todos possuem acesso à imunização. O funcionamento da vacina se dá através da aplicação de antígenos no organismo, induzindo-o a produzir anticorpos contra a doença, assim ocorre a imunização do indivíduo. Tendo em vista o acesso precário à vacinação que muitos possuem, a imunização de um parcela da população torna a taxa de proliferação das doenças menor, logo, quem é vacinado protege aquele que não têm acesso à imunização. No entanto, com a propagação de afirmações mentirosas à cerca das vacinas, muitos pais, optam por não vacinar seus filhos, tornando eles alvos de doenças já erradicadas no Brasil, como o sarampo e a poliomelite.
Na era das “fake news” a desinformação toma conta das redes sociais e influencia o comportamento da população, de maneira negativa e perigosa. Ao propagar uma informação falsa, como por exemplo, as vacinas serem causadores de doenças ou de deficiências, a população reage e por desinformação, mantêm seus filhos e a si próprio longe das vacinas. Com isso, a população que não têm acesso à vacinação fica suscetível à maiores riscos, o que facilita a propagação de doenças contagiosas como sarampo, e perpetuação de doenças como poliomelite.
Além da desinformação influenciar a escolha da população à não vacinar-se, esta tem como consequência o aumento do número de hospitalizações que poderiam ser evitadas. Parte dos recursos utilizados no tratamento de doenças poderiam ser destinados à outras áreas, ou serem melhor aproveitados no tratamento de diversas outras enfermidades, pois além de demandar recursos financeiros, o aumento dessas hospitalizações demanda recurso físico, médico, pessoal, assistencial e tudo o que um hospital tem por obrigação disponibilizar. Além de “desafogar” o sistema hospitalar, a vacinação é um direito de todos, é gratuita, e contribui tanto para a proteção individual quanto coletiva.
De acordo com o jornal “Estadão”, no período de 2015 a 2017, o Ministério da Saúde aumentou em 60% os recursos voltados para a campanha publicitária de vacinação. Segundo o jornal, houve uma queda nas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de cinco anos. Como observado, o Estado tem atuado fortemente nas campanhas de vacinação, buscando a conscientização da população. Contudo, essas medidas enfrentam um onda de desinformação e resistência por parte da população que se baseia em “fake news” e dos adeptos ao movimento antivacina. Assim, mostra-se necessário a tomada de medidas mais rigorosas, como vincular a matrícula da escola à vacinação, à jornada de porta a porta dos agente de saúde, vincular a vacinação à programas sociais, além de promover o debate em meio às comunidades à cerca do assunto e sua importância.