Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 13/10/2019
Em 1904, a obrigatoriedade da vacinação, somada aos métodos autoritários de Governo Federal para promovê-la, causou grande insatisfação na população e foi o estopim da Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro. No ano de 1998, foi publicado um estudo concluindo que a vacina contra sarampo, rubéola e caxumba, foi a causa do autismo nas crianças examinadas. O artigo foi refutado pela comunidade acadêmica, e o próprio autor retratou-se a respeito da incoerência do seu trabalho, mas isso não foi suficiente para tranquilizar a população mundial.
Primeiramente, o movimento antivacinas utilizou o estudo supracitado, os efeitos colaterais e os casos em que pessoas vacinadas ficaram doentes, como justificativa para a não vacinação, ignorando, propositalmente, o fato de que a introdução de vacinas como medida profilática reduziu, ou erradicou, de forma significativa, casos de doenças como a febre amarela. Ignorou-se a importância da imunização coletiva, conceito no qual uma comunidade vacinada traz mais benefício para si, evitando contaminação interna.
Segundo o médico Drauzio Varella, as vacinas foram o maior avanço da medicina, elas provam-se eficientes porque, desde o início da sua utilização, a mortalidade infantil diminuiu e as enfermidades conhecidas como doenças da infância, foram erradicadas no Brasil. Por isso, a recusa de vacinar crianças deve ser vista com um olhar de preocupação, no ano de 2019, o Brasil teve surto de sarampo em locais onde ele era considerado eliminado.
Tendo em vista que, segundo a Organização Mundial da Saúde, vacinas salvam cerca de três milhões de vidas por ano no mundo, faz-se necessária a criação de políticas que aumentem as taxas de vacinação, visando educar a população sobre os métodos de estudo e fabricação delas, seguida de uma campanha de vacinação em todo o país, ambas oferecidas e organizadas pelo Ministério da Saúde.