Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 13/10/2019

Desde a revolta da vacina realizada em meados do início do século XX no Estado do Rio de Janeiro, idealizada por Oswaldo Cruz e instituída pelo prefeito atual Pereira Passos, consistia na vacinação compulsória de cidadãos que moravam principalmente em cortiços e moradias impróprias que disseminavam doenças infecciosas, como surtos de leptospirose e viroses. Contudo, com o passar dos anos e o avanço da medicina, várias outras formas de imunização foram criadas, como forma de garantir uma prevenção direta de vários tipos de mazelas, que se tratadas pelo Sistema Único de Saúde pode gerar bilhões em gastos diretos. Mas, o Estado, negligência a democratização a vacinação de forma uniforme em todos os Estados da União, sendo apenas privilegiados Estados mais sulistas.

Ademais, de acordo com o filósofo Inglês John Locke:’’ A função do Estado é proteger e garantir os direitos naturais individuais’’, partindo dessa premissa, direitos naturais individuais de acordo com Magna Carta de 1988 e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, é o direito à vida, à saúde e a segurança de todo o cidadão que faz parte do Estado. Por conseguinte, quando o Estado se nega ou não fornece vacina a regiões do Brasil como Norte e Nordeste, o mesmo está deixando de cumprir um dos seus maiores papeis junto ao cidadão: a proteção de sua vida, sendo que se o cidadão não tem o direito a se vacinar, sua saúde está em risco iminente, e caso sua vida venha a ser ceifada, o Estado tem culpa,pois deixou de cumprir seu papel de Estado protetor e guardião da vida.

Outrossim, de acordo com dados do Ministério da Saúde, de 1990 até 2018 foram criados mais de 23 tipos de vacinas, e mais 15 estão em estudos para serem desenvolvidas e já estão sendo testadas, o que de acordo com esses dados pode refletir no futuro na imunização de um maior número de doenças. Em adição, o maior desafio para garantir a vacinação dos Brasileiros, que possuem acesso a esse recurso, é a barreira ideológica, pois uma parte desse grupo de cidadãos acredita que a vacina não traz benefício direto à saúde e que além de não prevenir as doenças a mesmo acaba causando efeitos colaterais, que é uma inverdade do ponto de vista científico, intensificada pela desinformação.

Logo, diante da inércia do Governo Federal em Garantir a vacinação de forma democrática à população, o Ministério da Saúde em conjunto com os meios midiáticos, devem criar campanhas educativas que elucidem o real papel da vacinação e o que ela traz de benefícios ao cidadão e a sociedade e também intensificar a imunização nas regiões mais carentes do Brasil como a Norte e Nordeste, por meio de investimentos da exploração petrolífera da bacia pré-sal, para haja democratização e mais informação para a sociedade quanto a vacinação e seus benefícios reais, o que garante uma cidadania mais pragmática e real plural para todos de forma isonômica.