Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 13/10/2019
Combater. Prevenir. Promover. Essas são algumas palavras que definem de maneira exemplar os vigentes programas de vacinações brasileiros, porém mesmo com tais mecanismos de promover mais vacinações, a situação ainda é instável e pouco discutida. No Brasil, o surto de patologias não são comuns graças a campanhas de vacinação, porém movimentos e grupos anti-vacinas acabam manipulando parte da população, fazendo essa parcela ficar vulnerável, isso porque o desconhecimento científico e o número de indivíduos que adoecem por conta desse fator apenas aumenta. Dessa maneira, é essencial debater sobre os desafios de se garantir a efetiva vacinação.
Analisa-se, de início, que os fatores primordiais para a manutenção de tal problemática residem no medo dos efeitos colaterais ocasionados pela vacina e também na circulação dos vírus via imigrações. A crescente diminuição de pessoas vacinadas no país está cada vez maior e mais nítida, pois de acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), ocorreram quedas radicais das imunizações de doenças graves como pólio e sarampo. Tal fato compromete todo o corpo social, que padece com as implicações futuras ocasionadas pela falta da vacinação como, por exemplo, aumento de leitos ocupados e gastos públicos que poderiam ser evitados. Ou seja, as implicações causadas pelo ressentimento ou medo de se vacinar, faz com que surjam movimentos anti-vacinação que promovem a desestabilização do sistema de saúde e compromete a segurança e bem-estar populacional.
Pontua-se, ainda, que o aumento relacionado as imigrações refletem no atual quadro de reincidências de várias doenças virais, principalmente o sarampo e a febre amarela. Tal situação se insere e tem como causa as próprias falhas governamentais de vários países, que não possuem um efetivo programa de vacinações e na maioria das vezes não dispõem de recursos financeiros para tal planejamento vacinal. Prova disso é que segundo a Organização Mundial da Saúde, países como a Nigéria, Índia e Paquistão são os que tiveram o maior número de crianças não vacinadas.
Compreende-se, portanto, que ações devem ser feitas em prol de uma efetiva vacinação e maior prevenção de saúde coletiva. Assim, urge que o Ministério das Comunicações coloque em pauta as principais discussões de cunho científico relacionadas a vacinação e doenças, por meio das mídias comunicativas ofereça diálogos entre cientistas e pessoas leigas sobre o assunto, para que possa serem sanadas quaisquer dúvidas e também para que ocorra a divulgação de pesquisas e debates. Outro fator coadjuvante é que o Governo Federal imprima a todos os imigrantes a vacinação de doenças que possam ser reincididas, por meio de fiscais e agentes de saúde, afim de que haja um verdadeiro cumprimento das devidas responsabilidades com a saúde e com a sociedade em geral.