Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 15/10/2019

O sarampo, doença transmitida por vírus e que se expande rapidamente pelo ar, tem ocasionado, nos últimos dois anos (2018-19), um alto índice de preocupação no sistema de saúde brasileiro. Um dos principais fatores que contribuem para a proliferação dessa doença é a falta de imunidade ocasionada, principalmente, pela ausência de vacinação que, desde 2013, tem se tornado um problema nacional, o que se deve a fatores como a taxa de imunização abaixo do valor estimado (95%) e a onda crescente da hesitação em vacinar.

A princípio, vale ressaltar que a função da vacina é criar imunidade no organismo para determinado tipo de vírus. Logo, para fazer com que esse assunto atinja o maior número de pessoas possíveis, o Estado disponibiliza campanhas publicitárias que avisam sobre o calendário de vacinação e a faixa etária de cada vacina para que todos os indivíduos, em especial, as crianças, possam usufruir da dosagem. No entanto, ainda que o governo promova tais gestos, a carência da Saúde Pública em algumas regiões torna inacessível este “privilégio” para parte da população, uma vez que faltam médicos e medicações, além da informação que, muitas das vezes, não chega nas áreas mais carentes e, consequentemente, com maiores riscos de infecção.

Ademais, outro fator que contribui para menor taxa de proteção contra patologias é o movimento antivacina. Nos últimos anos, essa atividade – cujo obtivo é fazer com que indivíduos ignorem a vacinação pois a mesma “não gera benefícios” - tem ganhado espaço na vida de algumas pessoas, juntamente com o “Dr. Google”, o qual fornece informações sobre qualquer tipo de doença (e faz com que muitos indivíduos criem sua própria medicação, além de ficarem mais suscetíveis e imunes). Em virtude desses termos e da proliferação de Fake News (como a de que vacina dá autismo), por exemplo, a taxa de vacinação de crianças de até 1 ano (as que mais precisam) está em queda no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

Infere-se, por conseguinte, medidas para garantir a vacinação dos brasileiros. É de urgência que as prefeituras, em parceria, com as organizações de saúde do seu município promovam mudanças no modo operacional de instrução e acessibilidade no município. No intuito de que ao serem inseridos, palestras e discussões – ao menos 1 vez no mês - sobre saúde pública (vacinação, doenças, medicações e liberdade de escolha), nos bairros e nas escolas, os cidadãos possam aprender sobre a importância e eficácia da vacinação, além da consciência comunitária (promoção de melhor qualidade de vida para os demais através do cuidado pessoal). Outrossim, essa é também uma forma de melhorar o meio social, visto que aproxima o Executivo das carências do povo.