Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 14/10/2019
Em 1980, a poliomielite foi erradicada do mundo pela contribuição do médico Jonas Salk que desenvolveu uma vacina contra esta doença. No entanto, a diminuição da cobertura de vacinação tem ameaçado a sociedade por permitir que patologias antigas voltem a atingir as pessoas. Com efeito, desafios como a rejeição às vacinas e a impressão do desaparecimento de enfermidades devem ser combatidos.
A princípio, a rejeição às vacinas não é algo novo. Em 1904, o sanitarista Oswaldo Cruz implantou no Rio de Janeiro uma política de imunização contra a varíola, a qual foi repudiada pela população ficando conhecida como a Revolta da Vacina. Ocorre que essa resistência acontece nos dias atuais também pelo que denominasse de “Movimento Antivacinas”, tornado-se um grande problema para imunizar a sociedade dado que muitos cidadãos não aderem às campanhas.
De outra parte, a impressão de que algumas doenças deixaram de existir representa um grande impasse para o êxito da cobertura de vacinação. Nesse viés, em 1963, o médico Maurice Hilleman criou a vacina tríplice viral, a qual foi de fundamental importância para a erradicação, em 2016, do sarampo no Brasil. Todavia, a reemergência desta doença tornou-se um problema para os brasileiros, uma vez que substancial parcela da população tem rejeitado a prevenção através da imunização. Logo, enquanto essa falsa impressão existir, ela representará um dos grandes obstáculos para a saúde pública.
Os desafios, portanto devem ser suprimidos. Para isso, o Ministério da Saúde deve desconstruir as falácias, como as que invalidam a ineficácia das vacinas, por meio da divulgação de informações com bases científicas que comprovem os benefícios das mesmas, para que a rejeição deixe de ser realidade no país. Outrossim, as escolas podem promover reflexões através de feiras de ciências que evidenciem a importância da prevenção contra doenças que podem reemergir por falta de imunização, a fim de garantir a vacinação dos brasileiros.