Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 16/10/2019

Muito se discute acerca da redução do número de brasileiros vacinados. Este dado é de alta relevância pois as maiores vítimas são os recém-nascidos e crianças, assim, essa situação precisa ser freada. Portanto, é necessário uma análise dos aspectos que corroboram com essa problemática e desse modo, discutir o crescente movimento anti-vacina e o descaso do governo com as unidades de saúde pública.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a relutância para vacinar o público infantil é uma das dez maiores ameaças globais à saúde em 2019, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse contexto, pode-se perceber que o desconhecimento acerca das vacinas influi em comportamentos inadequados no processo de proteção contra as patologias. Dessa forma, os pais deixam de imunizar seus filhos por acreditarem em informações que vieram do senso comum. Como exemplo, é pertinente lembrar da Revolta da Vacina, na qual a população fez um motim contra a Lei da Vacinação Obrigatória.

Em uma segunda análise, é cabível salientar que, segundo a Constituição de 1988, todos os cidadãos têm direito a saúde e é dever do Estado garantir isso. Entretanto, é explícito a carência de vacinas em postos de saúde e hospitais. A partir disso, a população torna-se mais suscetível a contrair certas doenças, como ocorre no Estado de São Paulo, que é responsável por 98,37% dos casos de Sarampo no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Desse modo, verifica-se o aumento do número de doentes nas emergências dos hospitais, o que gera as superlotações.

Destarte, fica evidente a problemática de garantir a vacinação dos brasileiros. Com isso, cabe a mídia e as instituições educacionais o papel de promover campanhas publicitárias, debates em horários nobres e nas salas de aula, fomentando a conscientização da importância das vacinas. Assim torna-se, imprescindível a importância do Governo Federal, mediante o Ministério da Saúde para a distribuição das vacinas nos postos de saúde dentro dos prazos do calendário de vacinação. Afim de que, essa problemática de cunho social e educacional, seja cada vez menos decorrente na sociedade brasileira.