Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 16/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a vacinação dos brasileiros apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto da precariedade das unidades básicas de saúde, a qual deriva da corrupção. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a baixa qualidade dos postos de saúde origina-se da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Divido à falta de atuação das autoridades, de acordo com um levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina, 8% das unidades básicas de saúde estavam sem vacinas e, em 5%, o acondicionamento era realizado de forma inadequada. Consequentemente, algumas pessoas não são imunizadas e doenças erradicadas do país podem voltar reaparecer. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que o desvio de verbas destinados ao setor da saúde é o promotor do problema. Partindo desse pressuposto, leva-se em consideração a reportagem do programa Fantástico da Rede Globo, a qual expõe que cerca de 1,6 bilhões de reais destinados a saúde de três estados brasileiros foram desviados por uma organização criminosa. Portanto, isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de dinheiro, acarreta na escassez de vacinas. Por consequência, a Declaração dos Direito Humanos é violada, uma vez que a saúde e o bem-estar dos indivíduos não estão garantidos. Em síntese, a corrupção contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Destarte, urges esforços do Estado para reverter a situação. Com a finalidade de mitigar a não vacinação de todos brasileiros, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio de emissoras de televisão, será revertido em investigações para combater a corrução na saúde, através de programas jornalísticos como o Fantástico. Logo, as emissoras contratarão detetives, que investigarão a saúde de todos os estados do Brasil, para tentar solucionar todos os casos de corrupção nesse setor tão importante para a sociedade. Além disso, após a descoberta de crimes, os canais de televisão irão fazer reportagens sobre o caso, com intuito de mostrar à população. Dessarte, o capital chegará aos postos de saúde, poderão comprar as vacinas e todos serão imunizados.