Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 17/10/2019

As vacinas são mecanismos de ativação das células de memória do organismo por meio da inoculação do antígeno atenuado, o que garante a capacitação do corpo para combatê-lo sem o desenvolvimento da patologia. Contudo, mesmo com tamanha importância, tem ocorrido diversos movimentos antivacinação na sociedade, os quais têm causado a volta de doenças antes erradicas, como o sarampo. Em face a isso, serão analisados os limites da liberdade de escolha e a disponibilidade desses fármacos nos postos de saúde.

Mormente, é relevante ressaltar que em 1998, o médico inglês Andrew Wakefield publicou um artigo em que afirmava que a vacina do sarampo causava autismo, o que causou o aumento de movimentos antivacinação e diminuiu o número de crianças imunizadas no mundo. Em face a isso, deve-se expor que tal artigo foi refutado pela comunidade científica, entretanto, algumas famílias têm optado pela não imunização de seus filhos. Porém, tal ação coloca em risco não apenas seus dependentes como outras pessoas, em uma contradição das sociedades democráticas, uma vez que a opção de um pode afetar drasticamente outros, logo, necessita-se de medidas que mudem tal pensamento errôneo e tóxico, especialmente por se tratar de pais que não vacinam bebês sem poder de decisão.

Outrossim, é importante observar que, desde 2016, o Governo Federal adotou o Movimento Vacina Brasil, o qual coloca a vacinação como medida prioritária do sistema de saúde, para que a população seja imunizada de doenças que estão de volta, após décadas de erradicação, como a poliomielite e difteria. Dessa maneira, é notório que o Estado tem se esforçado para manter a integridade física da população, mas, por falta de interesse ou de divulgação de tais campanhas, ela não tem se imunizado. Portanto, é evidente que não basta apenas disponibilizar a inoculação, é preciso também que os postos de saúde avisem sobre a presença dela e que a população vá, de fato, se vacinar.

Destarte, está explícito que o poder de escolha e a falta de divulgação corroboram a deficiência de inoculação no país, sendo necessárias medidas que os combatam. A princípio, o Poder Legislativo, por meio de uma votação na câmara, aprove uma lei que prive o convívio de pessoas não vacinas em sociedade, como o impedimento de matrículas escolares, para que os pais e responsáveis sejam induzidos a vacinar seus filhos, sem que haja perda da liberdade de escolha, apenas uma consequência para tal, já que a não imunização põe em risco todos ao redor. Ademais, é preciso que os postos de saúde divulguem as campanhas de vacinação na televisão aberta e visitem as casas de cidadãos, para avisar e conferir o cartão de vacina desses indivíduos e, em caso de carência, agendar a imunização, pois assim se terá maior exposição e controle acerca das pessoas não inoculadas.