Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 17/10/2019

No filme Capitão América, Steve Rogers era apenas um soldado quando injetam um soro especial, o qual faria ele ser um super soldado para enfrentar a Segunda Guerra Mundial. Após o experimento, ele se tornou o Capitão América e ajudou a humanidade. Ao contrário do século XXI, pois o número de vacinas caiu gerando diversos conflitos, como o a volta de doenças eliminadas anos atrás. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica, de modo que as vacinas sejam boas para a sociedade, assim como em Capitão América.

A princípio, torna-se capaz de perceber que fake news está sendo divulgadas acerca das vacinas. Identifica-se que o médico Andrew Wakefield em 1998 publicou um estudo, o qual relata que encontrou vestígio de sarampo em crianças com autismo. Logo, concluiu que as vacinas estavam causando autismo. Por conseguinte, nos posteriormente comprovaram em milhares de casos que a vacina não causa autismo. À vista disso, percebe-se notícias e experimentos falsos estão circulando nas mídias sociais, os mesmos influenciam a população para que não se vacinem. Os movimentos anti-vacinas como esses estão cada vez mais comum.

Desse modo, não apenas movimentos antivacina, como também o risco de volta de doenças antes erradicadas no Brasil corroboram para que o número de pessoas vacinadas diminuam cada vez mais. Segundo a Dra. Gláucia Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, em 2018, a meta de imunização era de 95% mas, na maior parte do Brasil, não chegou a 76%, devido a isso inúmeros casos de doenças que foram eliminadas a anos. Por exemplo o Sarampo, doença considerada erradicada em 2016 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o sarampo não registrava casos há mais de um ano. Infelizmente, esse quadro mudou em 2018, conforme boletins da OMS apontam para um surto no País. A diminuição dos casos de vacinação é um risco para a saúde pública.

Fica claro, portanto, que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Cultura em conjunto com a Ancine, Agência Nacional do Cinema, realize a produção de filmes e animações sobre consequências e a importância da vacina, por produtores de cinema e cientistas, para ser transmitido online e nas escolas, com o objetivo que a sociedade, principalmente jovens, conscientizem sobre o quão relevante a proteção das vacinas. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas em praças públicas, ministradas por biólogos e biomédicos, que discutam sobre campanhas de vacinação, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.