Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 25/10/2019

No livro “A Revolta da Vacina” de Nicolau Sevcenko, são retratados os fatos históricos ocorridos no início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro. Nesse período havia surtos de febre amarela na capital e, por isso, ocorreu campanhas de vacinação obrigatória, que visavam o combate à essa doença. Entretanto, a sociedade civil local não possuía entendimento adequado da importância das vacinas e combateram sua aplicação. Hodiernamente, ainda é notório a persistência de uma mentalidade mitológica acerca da vacinação. Destarte, é imprescindível que provisões sejam realizadas para mitigar essa problemática.

Em primeiro plano, a perpetuação de tal problema fere os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável  (ODS’s) estabelecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas). Conforme prescrito no ODS número 3, é necessário a manutenção da saúde e bem-estar populacional como requisitos fundamentais para a melhoria da qualidade de vida dos povos que adotam as medidas da ONU. Dessa forma, a falha do Estado brasileiro em proporcionar a eficiente vacinação aos cidadãos viola o tratado que traz o ideal de sustentabilidade como fator primordial para o desenvolvimento social.

Outrossim, segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, “É dever de toda pessoa agir conforme os princípios que considera benéfico à sociedade”. Sob esse viés, para que a coletividade nacional seja garantidora do bem-estar é essencial que cada indivíduo compreenda a sua participação para o sustento do bem geral. Contudo, esse pensamento encontra-se ausente em uma parcela da população, uma vez que esse setor é contrário,  por desconhecimento, à uma medida do Sistema Público que garante o acesso das pessoas à saúde. Assim, nota-se que a incompreensão gera problemas sociais.

Portanto, com o intuito de amenizar essa problemática, urge que o Ministério da Saúde promova a divulgação de campanhas em veículos midiáticos, como televisão e as redes sociais, que orientem e instruam corretamente a sociedade civil sobre a funcionalidade da vacinação, por meio do incentivo à criação de uma consciência coletiva, fundamentada pelo sociólogo Émile Durkheim, a fim de se possa desconstruir mitos a cerca das vacinas.