Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 22/10/2019

A taxa de vacinação no Brasil tem apresentado quedas significativas nos últimos anos. Apesar do Ministério da Saúde ter persistido na disseminação de informações, infelizmente, nota-se que milhares de famílias negam vacinar seus filhos ou não têm o acesso adequado desse direito devido aos empecilhos geográficos. Nesse âmbito, percebe-se que os impasses para garantir a vacinação dos brasileiros são estes: a falta de unidades de saúde no interior do país e o precário ensino das escolas sobre a imunização ativa.

É indubitável que, ao analisar a continentalidade do território da nação, brasileiros de determinadas localidades não recebem o atendimento de saúde adequado. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, as regiões Norte e Nordeste têm menos médicos do que o recomendado pela OMS, o que contrasta com a média nacional - cerca do dobro desse valor -.Nessa conjuntura, fica evidente que porções mais afastadas dos centros urbanos precisam de melhores investimentos para que seja garantido o direito de vacinação de todos os cidadãos.

Convém destacar, também, que os alunos não adquirem as melhores aulas sobre a importância de adquirir imunidade ativa. Tal cenário corrobora a manutenção de hodiernos movimentos contrários a vacinação, visto que a carência de informações contribui com a aversão ao desconhecido, o que relembra o momento histórico do Brasil durante a República Velha em 1904, quando houve a rejeição das campanhas de vacinação no Rio de Janeiro - Revolta da Vacina-. Nesse sentido, urge que as instituições de ensino atuem de forma proativa para o melhor esclarecimento dos estudante dos país.

Infere-se, portanto, que os obstáculos das campanhas de vacinação persistem seja pelo insignificante ensino sobre vacinas nas escolas, seja pela baixa capilaridade de atendimento. Sendo assim, com o intuito de melhorar rendimento dessa campanhas de prevenção, cabe ao Governo Federal, através de verbas, construir novos centros de atendimento público nas regiões mais necessitadas da nação e, por meio de salários atraentes, incentivar os profissionais da saúde a atuarem nessas localidades, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, a fim de proporcionar o acesso da vacina para todos. Ademais, cabe as escolas, com palestras de especialistas no assunto, esclarecerem os pais e alunos sobre o funcionamento das células de memória e a importância delas na prevenção de doenças, para evitar conjunturas como a Revolta de 1904.