Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 23/10/2019
No início do século XX, ocorreu no Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina, movimento de caráter contestador da vacina obrigatória imposta por lei. Nesse cenário, uma onda de hesitação e medo tomava conta da população que suspeitava dos efeitos desse produto. Analogamente, no Brasil hodierno, teorias conspiratórias baseadas no anticientificismo e na crença popular da não necessidade desses recursos corroboram para o retorno de doenças até então erradicadas.
Em primeiro plano, é necessário evidenciar que as teorias conspiratórias baseadas na não ciência propagada por movimento antivacinas, principalmente, em redes sociais, geram insegurança nos cidadãos e prejudicam várias campanhas governamentais de vacinação, na medida em que contribuem para a redução do número de pessoas vacinadas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), com a redução da taxa de vacinação abaixo dos 95% do público-alvo o retorno de certas moléstias é inevitável. Assim, como resultado dessas ações, doenças já erradicas, como poliomielite, sarampo e rubéola retornam ao cotidiano do brasileiro.
Por outro lado, existe uma corrente que acredita não ser mais necessário o movimento de vacinação proposto pelo governo, visto que acredita na não existência de problemas com essas doenças erradicadas. Desse modo, a população tem a falsa sensação de segurança diante dessas intempéries. Nesse contexto, o problema é agravado, haja vista que a população não recebe vacina e o problema do reaparecimento de várias patologias eliminadas surge. Com efeito, na obra “Vidas Secas” do escritor brasileiro Graciliano Ramos, é retratada uma reflexão de que o ser humano também é causador de seus males. Dessa forma, a falta de informação e o descaso por parte das pessoas só contribui para o aumento dessa problemática.
Infere-se, portanto, que a divulgação de teorias falsas e da falta de conhecimento da sociedade brasileira sobre as vacinas favorecem a diminuição do número de pessoas vacinadas. Nesse sentido, a fim de mitigar esses problemas, a princípio, o Ministério da Saúde deve promover o uso dos aplicativos governamentais de aparelhos celulares relacionado a vacinação, como o “Vacinação em Dia”, por meio de uma parceria com as empresas televisivas de grande audiência, a fim de informar melhor a população sobre a vacinação e seus efeitos, com o propósito de reduzir os empecilhos que dificultam o controle dessas enfermidades. Somente assim, com a aplicação dessas ideias, será possível, por conseguinte, contornar essa problemática.