Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 25/10/2019
A grande incidência de indivíduos que não recebem vacinação na sociedade contemporânea brasileira é evidente. Isso deve ser freado, pois as maiores vítimas são os próprios cidadãos, uma vez que ficam susceptíveis a adquirirem graves doenças. Diante disso, se faz necessário uma análise dos aspectos que corroboram com a problemática: o receio que muitas pessoas têm de se vacinarem e a negligência do setor governamental em relação à má distribuição homogênea de vacinação no país.
Em primeiro lugar, é imprescindível destacar que o medo é um dos grandes obstáculos para a imunização dos habitantes. Esse fato pode ser observado no Brasil desde a Revolta da Vacina, fato ocorrido no Rio de Janeiro em 1904, quando em um cenário de epidemias, a população se negava em receber a vacinação por medo ou por considerar a ação estatal como uma violação dos direitos civis. Hodiernamente, o fato se repete, isso porque a falta de informação sobre os efeitos da vacina perpetuam com esse receio de tomá-la. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atenuá-lo.
Além disso, a negligência estatal no que concerne à má distribuição igualitária de imunização em todo o Brasil é um grande desafio para diminuir o problema. De acordo com o artigo 196 da Constituição Federal, promulgada em 1988, é dever do Estado garantir a saúde e o bem estar dos cidadãos. Entretanto, isso não é totalmente efetivado, tendo em vista que, em regiões marginais, como o Norte e o Nordeste, a falta de profissionais e recursos hospitalares dificulta a ampla vacinação. Desse modo, é de suma importância ações governamentais que efetuem o que diz a Carta Magna brasileira.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de medidas que resolvam o problema. Para tanto, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde e de meios midiáticos, como as emissoras televisivas, a propagação de campanhas e propagadas elucidativas, durante horários nobres, que tenham por objetivo informar à sociedade sobre a importância da vacinação e os perigos de não recebê-la. Ademais, cabe ainda, ao Ministério da Saúde, maior disponibilização de recursos clínicos às regiões periféricas do Brasil, a fim de que todas as pessoas tenham acesso à imunização. Dessa forma, o artigo 196 da Constituição será devidamente efetivado e atenuar-se-á, a médio e longo prazo, os impactos nocivos do problema para a coletividade.