Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/10/2019

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana para garantir a vacinação dos brasileiros. Nesse contexto, não há dúvidas de que o decaimento dos casos de vacinação é uma adversidade no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só a displicência governamental, mas também pela ganância do ser humano.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de ação dos agentes vacinadores deriva da baixa atuação de setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam a disseminação de doenças. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades sanitárias. De acordo com dados da Organização Nacional de Saúde (OMS), a taxa de vacinação para poliomielite em 2016 foi a menor em 12 anos, por conseguinte são criados vários focos de doenças perigosas, que infelizmente já estavam extintas e estão retornando.

Ademais, é imperativo ressaltar a ganância humana como promotor do problema. Prova disso foi um estudo mentiroso encomendado por advogados que processam a indústria farmacêutica, realizado por um médico inglês chamado Andrews Wakefield, que relacionava as vacinas de sarampo com o autismo, com isso acabou lucrando e aumentando os casos de sarampo pela falta de vacinação na Inglaterra. Tal fato também pode ser visto na história brasileira, através da Revolta da Vacina, que foi um motim popular contra a vacinação, no qual culminou em um surto de doenças como febre amarela, varíola, tuberculose e peste no Rio de Janeiro.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema da baixa cobertura de vacinação, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital quem, por intermédio do Ministério da educação (MEC), será revertido em palestras nas escolas, ministradas por médicos, para orientar os pais e alunos sobre a importância da vacinação, além de que desde a infância possa haver a construção de cidadãos saudáveis e conscientes. Outrossim, o Estado, através do Ministério Saúde, têm de instituir um processo seletivo mais rigoroso para aprovação de qualquer estudo cientifico relacionado a imunização de doenças para evitar golpistas como Andrews Wakefield. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da anti-vacinação. Assim, a realidade distaciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.