Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 24/10/2019
Há mais de um século, no Rio de Janeiro, o médico Oswaldo Cruz impôs vacinação obrigatória contra a varíola para todo brasileiro com mais de seis meses de idade. No entanto, a falta de conhecimento da população perante tal problemática gerou a Revolta da Vacina, em que muitas pessoas se recusaram a se vacinar e, dessa forma, garantir uma imunização. Atualmente, o sistema público de saúde se depara, novamente, com uma queda na taxa de vacinação no país, o que pode ocasionar o aumento de casos de doenças que poderiam estar erradicadas se a escolha pela vacina fosse unânime entre a população.
Assim, um dos entraves nessa questão é a falta de recursos que algumas cidades enfrentam em postos de saúde e hospitais. A escassez de vacinas é um problema que fere o direito do cidadão em ter acesso a uma saúde de qualidade, como consta na Constituição Federal. Outra adversidade é o fato de que muitas pessoas se opõem à vacinação, tanto de si mesmas, como de seus filhos, por falta de informações concretas e um real conhecimento sobre doenças que podem ser evitadas com a vacina. Uma consequência dessa escolha é o aumento de casos de doenças como a poliomielite (paralisia infantil) no Brasil e no mundo.
Dessa forma, a escolha de um afeta a vida de outros que ficam sujeitos à contaminação por doenças antigas, mas ainda perigosas. Analogamente, seguindo o pensamento de Sartre, o homem deve zelar pelo bem coletivo em detrimento do individual, uma vez que ele está articulado a uma comunidade. Assim sendo, a população deve ser conscientizada sobre os riscos e consequências de não se vacinar.
Por fim, como medida para tal problema, cabe ao Estado, junto ao Ministério da Saúde, promover campanhas midiáticas para educar a população sobre as doenças que são evitadas através da vacinação e incentivar a mesma. Também é imprescindível a disponibilidade, em todos os postos de saúde do Brasil, de vacinas suficientes para todos os indivíduos, garantindo o direito universal a uma saúde e bem-estar dignos.