Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 24/10/2019

A Revolta da Vacina foi um movimento ocorrido no Brasil na época da República Velha, na qual a população resistia à vacinação. Ainda nas décadas atuais existe resistência semelhante e isso dificulta garantir o uso desse método de prevenção de doenças tão eficiente e necessária a sociedade brasileira. Esse desafio origina-se principalmente das notícias falsas e negativas relacionadas a esse assunto e trás consequências lamentáveis como a volta de doenças já erradicadas no território nacional.

Em primeira análise, convém notar que um dos motivos relevantes para o aumento de rejeições ás vacinas consiste nas “fake news” envolvendo o tema. Um exemplo disso foi a polêmica com o médico britânico Andrew Wakefield em 1998, que publicou em uma revista dados falsos e acusou a vacina da tríplice viral de aumentar o número de casos de autismo. Artigos mentirosos como esse provenientes de profissionais da saúde ou até mesmo de influenciadores digitais impactam e amedrontam as pessoas quanto ao uso das vacinas, induzindo elas a questionarem ou alegarem desnecessário esse recurso. Dessa forma, iniciam os movimentos anti-vacinações aderidos em maior parte por pais jovens que não viveram momentos de surtos e desconhecem os estragos na saúde pública provocados por eles e, por isso, recusam vacinarem os filhos e os expõem aos riscos de adquirirem doenças que deveriam ser evitadas com a vacina.

Ademais, destaca-se também os resultados negativos dessa realidade para a nação brasileira, uma vez que a queda do número de pessoas vacinadas ocasiona o aumento das contaminações de doenças presentes no país e das chances de voltar aquelas já erradicadas. Segundo o Ministério da Saúde, há perigos da poliomielite, conhecida como paralisia infantil, se reintroduzir em vários locais no Brasil. Além dela, em alguns lugares preocupam-se com a rubéola e o sarampo. Por tais circunstâncias, é fundamental alertar a população sobre a importância da vacina e os prejuízos da falta dela na nação.

Portanto, movimentos como a Revolta da Vacina e a anti-vacinação hoje não devem existir no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde orientar toda a sociedade sobre a necessidade das vacinas, informar sobre os surtos aterrorizantes ocorridos anos antes das vacinas alcançarem amplitude no país e os riscos dessas epidemias voltarem caso os cidadãos não estejam protegidos, além de avisarem sobre as “fake news” que circulam na mídia a respeito delas. Tais ações podem ser feitas por meio de divulgação em jornais e revistas, também com campanhas nos postos de saúde para o incentivo a utilizar a vacina como um escudo de proteção contra certas enfermidades. Espera-se com isso garantir a erradicação de muitas delas e continuar a melhorar a saúde pública no território brasileiro.