Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 24/10/2019

Cobertura vacinal no Brasil

Recentemente, no Brasil, os casos de sarampo vem aumentando principalmente entre as crianças, por causa da baixa cobertura vacinal no país. Diversas doenças que já estavam controladas estão reincidindo devido aos grupos antivacinas e ao descaso com a vacinação. Pelo menos 95% da população precisa estar vacinada para que não ocorra novos surtos das doenças. No entanto, não é isso que está acontecendo, o número de pessoas vacinadas é menor e a disseminação das doenças infectocontagiosas aumenta a cada ano.

O Brasil registrou nos últimos 90 dias, mais de 2.000 casos de sarampo confirmados em 13 estados, segundo, dados do Ministério da Saúde. Além disso, o levantamento realizado pelo órgão, apontou, quatro óbitos provocados pela doença. Os movimentos antivacinas contribuíram para uma queda na vacinação, uma vez que esses grupos foram criados a partir da publicação de um estudo científico falso que associava as vacinas com o aparecimento de doenças genéticas, como por exemplo, o autismo. Dessa forma, muitas pessoas não aderiram a imunização vacinal por medo de adquirirem uma doença genética, mesmo após ser divulgado que este estudo era falso e que as vacinas não tinham nenhuma relação com o surgimento de doenças genéticas. O desabastecimento de vacinas essenciais nos postos de saúde e a falta de recursos municipais para a gestão de programas de vacinação também são alguns dos problemas que geram a baixa cobertura vacinal no país.

Portanto, para que o problema da vacinação seja solucionado no Brasil, é necessário que o governo brasileiro junto com o Ministério da Saúde ampliem as campanhas de divulgação da vacinação, apresentando, principalmente, a importância e a segurança da imunização para o indivíduo e para a sociedade. Em municípios com baixa cobertura vacinal, devem ser reorganizados os recursos para os programas de vacinação, os horários de atendimento devem ser estendidos durante a semana ou plantões devem ser realizados nos finais de semana para atender as pessoas que não conseguem comparecer as unidades de saúde durante a semana ou em horário comercial. Além disso, dever haver o atendimento em domicílio para a vacinação dos indivíduos que não podem se deslocar até os postos de saúde por mobilidade física prejudicada. Dessa forma, haverá aumento na cobertura vacinal e queda na disseminação de doenças infectocontagiosas.