Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que vemos na sociedade contemporânea é o oposto daquilo qual o autor prega, uma vez que a baixa cobertura de vacinação no Brasil apresenta barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de políticas governamentais falhas, quanto da crescente onda de Fake News. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é importante ressaltar que o problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável pelo bem-estar da população. No entanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a baixa atuação das autoridades, a taxa de cobertura de vacinas em território nacional está critica. Segundo o Programa Nacional de Vacinação, a taxa contra a poliomielite em 2016 foi a menor em 12 anos, o que demonstra uma crise que impacta o sistema de saúde de forma brutal, pois haverá de forma proporcional um aumentos dos casos de tal doença, proporcionando também uma crescente de gastos com o SUS e de mortes, que poderiam ser evitadas com políticas públicas mais eficientes. Dessa forma torna-se necessária uma reformulação dessa postural estatal urgentemente.
Ademais, faz-se importante ressaltar as Fake News como promotoras da problemática. De acordo com um estudo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), as notícias falsas propagam-se 70% mais rápidas em comparação ás verdadeiras, somado ao estado de pânico e ansiedade em que se encontra a sociedade moderna, relatado por Zygmunt Bauman em seu livro Medo Liquido, causam na população uma enorme desconfiança quanto as intenções e a eficácia da vacina. Por consequência, ocorrem a criação de movimentos antivacina, em que pais resolvem sem quaisquer bases científicas, parar de vacinar a si e seus filhos, colocando não apenas eles em risco, como toda uma população.
Assim, medidas exequíveis são importante para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde em conjunto com empresas de mídias digitais, será revertido em um maior direcionamento de propagandas quanto os benefícios da vacinação, através da publicidade em redes sociais com o uso de personalidades já conhecidas pelo grande público. Desse modo atenuar-se-á em médio e longo prazo, o impacto nocivo da falta de vacinação e a coletividade alcançará a Utopia de More.