Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 27/10/2019

Com os avanços tecnológicos em ascensão, a medicina vem evoluindo proporcionalmente e, dessa forma, prevenindo diversas doenças com a utilização da vacina. No entanto, uma parcela da população dissemina preconceitos sobre ela, afirmando que a vacinação é prejudicial à saúde humana, essa falsa notícia faz com que as pessoas neguem ser vacinadas, pois não têm conhecimento verídico. Nessa perspectiva, evidencia-se que essa problemática está relacionada não só a disseminação de notícias falsas, mas também pela falta de conhecimento dos indivíduos.

Em primeiro plano, vale ressaltar que esses preconceitos disseminados são consequências do que ocorreu no passado como A Revolta da Vacina, em 1904, no Rio de Janeiro. Isso aconteceu pelo fato de que eram vacinados sem o consentimento, gerando grandes revoltas e preconceitos. Hodiernamente, os resultados desse conflito reflete na recusa das pessoas serem vacinadas, agravando em uma maior facilidade de obter doenças e disseminando-as para o restante da população, tronando-se uma epidemia.

Outrossim, destaca-se a falta de conhecimento dos indivíduos que ao lerem as falsas notícias, acreditam e ficam receosos de serem vacinados. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, em A Crítica da Razão Pura, “das coisas só conhecemos ‘a priori’ aquilo que nós mesmos colocamos nelas”. Logo, com a disseminação dessas notícias sobre a vacina, faz com que uma parcela da população torne-as dogmas e, isso traz diversas consequências não só para si, mas também para os outros, pois boa parte das doenças são transmissíveis, seja pelo sexo, pelo ar ou até pelo toque.

Diante o exposto, urge que o Estado, juntamente com o Ministério da Saúde (MS) invista em políticas públicas, por meio de verbas governamentais, visando à inserção de palestras nas escolas para os alunos e os agentes de saúde devem passar nas casas para informar os adultos sobre a necessidade de vacinar. Somente assim, será possível evitar diversas epidemias.