Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/10/2019
A obra “Utopia” do filósofo em inglês Thomas more, retrata uma sociedade perfeita, no qual as pessoas são desprendidas de conflitos, ocasionado harmonia. Fora da ficção, constata-se que esse corpo social distancia-se significativamente do Brasil hodierno, uma vez que a queda no número de pessoas imunizadas põe em risco a saúde do país que rompe com o meio harmônico. Diante desse cenário desafiador tem-se a carência de políticas de combate a doenças e a manipulação de grupos contrários à vacinação como promotores do caos.
A priori, é indubitável que a omissão do arranjo estatal na promoção de campanhas de vacinação corrobora para o caos. Consoante a isso o filósofo John Locke afirma que esse impasse externa uma transgressão ao “contrato social”, uma vez que o poder público não garante efetivamente os direitos primordiais, como acesso às vacinas. Nesse prisma, é notório que a baixa destinação de verbas a esse setor público de saúde além de não garantir uma imunização homogênea no país também deixa uma brecha para que doenças erradicadas retorna ao meio social, ocasionando, assim, no aumento substancial de recursos para remediar novamente as doenças.
Outrossim, nota-se ainda o que é alienação dos grupos anti-vacinas à população também fomenta o caos. Isso acontece porque desde que esse grupo surgiu na Europa e no Estados Unidos em 1990 disseminou suas ideias no mundo e ocasionou uma manipulação parental pela veiculação de notícias falsas das vacinas. Nesse viés, por causa de tal mito social a taxa de imunização vem diminuindo, haja vista que a população é instruída a ter medo da vacinação, por meio de sites de fontes não confiáveis e eu sensacionalismo que circula a sociedade. Dessa forma, dados da Organização Mundial de Saúde afirmam que 3 milhões de mortes são evitadas por ano, porém a falta total de cobertura impede que 1,5 milhões de pessoas sejam salvas anualmente. Logo, evidencia-se a urgência para mitigar a problemática.
É evidente, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de romper com as entraves sociais gradativamente. Destarte, o Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, deve ampliar o número de campanhas pró-vacinação, bem como aumentar a quantidade de vacinas disponíveis, por meio do incremento na destinação de verbos no país, no fito de imunizar de forma homogênea a população e impedir o reaparecimento de doenças. Ademais, as escolas juntas a mídia podem, por meio de aulas, palestras e propagandas desmistificar as notícias falsas que circulam, como também abordarem sobre a importância da vacinação, no intuito de impedir a manipulação do grupo e formar cidadãos mais morais e conscientes.