Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 28/10/2019
No documentário “A vacina que mudou o mundo” é narrado com detalhes a difícil luta no combate da poliomielite, uma grave doença recorrente na década de 1950. Fora da obra cinematográfica, as vacinas continuam como a principal ferramenta para a prevenção de diversas doenças. Entretanto, no século XXI, apesar dos avanços promovidos na medicina e na saúde, desafios no que tangem a essa questão colocam em risco a imunização dos brasieiros. Tal fato reside na falta de informação da população e na influência das notícias falsas, o que constitui um problema para todos.
É válido ressaltar, em primeiro plano, que o escasso conhecimento de algumas camadas da sociedade corrobora a escassa confiança no sistema público de saúde, o que resulta na rejeição às vacinas. Durante a Primeira República, a Revolta da Vacina foi um movimento popular contra a imunização obrigatória, em que a ausência de infromação correta e efetiva sobre o assunto foi uma das principais causas para o ocorrido. Nesse sentido, de forma análoga ao acontecimento histórico, a pouca conscientização sobre a importância de seguir o cronograma de vacinação gera a resistência de muitos indivíduos em efetuar o processo. Dessa forma, o resultado é a grande disseminação de patologias e o retorno das que já foram erradicadas, a exemplo o sarampo e a tuberculose. Prova disso, são dados do Ministério da Saúde que revelam que o número de casos dessas doenças sofreu um aumento de 18%.
Outrossim, as notícias inverídicas postadas, frequentemente, na internet potencializam esse fato. Sob esse viés, além da pouca informação, cidadãos com reduzido senso crítico ficam vulneráveis à crença em pensamentos nocivos como, por exemplo, o de que as vacinas são ineficazes ou maléficas para a saúde humana. Desse modo, esse tipo de conteúdo põe em dúvida a segurança desse recurso essencial para o controle de algumas epidemias. Além disso, induz os indivíduos a adotar um comportamento que negligencia a sua proteção. Por conseguinte, muitos deixam de vacinar a si e a seus filhos, mesmo que documentos oficiais, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, estabeleçam a imunização obrigatória em determinadas idades. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação de crianças de 1 ano está em queda no Brasil, o que é preocupante para a saúde coletiva.
Em síntese, é necessário combater os entraves no que concerne a vacinação do país no século XXI. Cabe ao Ministério da Saúde atuar na conscientização dos indíviduos, por meio de uma parceria com a mídia, em que realize debates em programas televisivos com a participação de profissionais da área médica para orientar, alertar e retirar dúvidas sobre o assunto. Ademais, o Conselho Tutelar deve visitar as escolas para verificar as cadernetas de vacinação das crianças, e notificar os pais caso haja uma irregularidade ou vacina pendente, a fim de garantir a proteção delas. Assim,o problema será atenuado.