Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/10/2019
De acordo com o artigo 6° da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado assegurar, entre outros direitos sociais, a saúde para todos. Conquanto, tal mandamento não se impõe na prática, visto que a falta de recursos por causa do descuido das ações governamentais, prejudicam a saúde pública. Ademais, o pensamento popular equivocado, no qual é categorizado como enganadores os métodos de prevenção às doenças virais, as quais põem em risco a população, é, também, um fator preocupante que precisa ser averiguado. Logo, faz-se mister a análise dos desafios enfrentados pelo Brasil hodierno no que tange à vacinação.
Mormente, vale salientar a importância do papel estatal, não apenas como o agente responsável pelo direcionamento econômico de capital, mas também da manutenção das campanhas de imunização. Sobre isso, pesquisas apontam que tanto em Minas Gerais, quanto São Paulo, a taxa de mortalidade via febre amarela voltou a crescer no segundo semestre de 2017 - logo após a possível erradicação dessa doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso mostra, claramente, o descaso do Governo Central, uma vez que ele não cumpriu com os tratamentos básicos de forma regular e cautelosa. Dessarte, a população atinge um patamar de vulnerabilidade para possíveis ressurgências virais, pois o Estado não acata seus deveres constitucionais.
Outrossim, cabe ressaltar a ignorância social em relação ao valor da vacinação como fator de risco para saúde nacional. Conforme Immanuel Kant, o indivíduo que se encontra no “estado de menoridade” têm suas decisões pautadas na influência alheia, sendo, desse modo, alguém que não desfruta da liberdade. Similarmente, é notória, na nação brasileira, a condição exposta pelo filósofo, na medida em que os movimentos “antivacinas” conseguem possuir forte expressividade no meio social. Isso porque a falta de informação e conhecimento, torna o indivíduo passível às ideias sem respaldo científico. Dessa maneira, urge a mudança dessa conjuntura.
Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para reverter esse cenário problemático. Para tanto, o Executivo, a fim fornecer mais recursos para os locais mais pertinentes às doenças, deve direcionar investimentos suficientes para a saúde pública, por meio de cortes de gastos onde não há produtividade, de modo a garantir, ao mesmo tempo, as campanhas de vacinação para todo o país. Do mesmo modo, é cabível à mídia, como portadora da influência e conscientização, criar publicidades e debates em jornais com especialistas no assunto, de forma que esses esclareçam para o público-alvo a relevância da metodologia supracitada. Assim, o Estado e a sociedade cooperarão juntos para mitigar a situação-problema, de tal modo que haverá desenvolvimento e obediência à Carta Magna.