Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 30/10/2019

Na época da República, Oswaldo Cruz e os sanitaristas comandaram campanhas de saúde no Brasil. Porém, a população revoltou-se contra a medida, já que não havia explicações detalhadas sobre o movimento. Concomitante a isso, nos dias atuais, doenças erradicadas voltam fazer parte da realidade dos cidadãos, seja devido a desinformação de parcela da população ou pelo fenômeno das fake news disseminado virtualmente.

Em primeira instância, cabe ressaltar a desigualdade presente no país. Sendo assim, muitos indivíduos ainda vivem no interior e não têm acesso a internet, além de a saúde ser mais negligenciada pelas autoridades nessas regiões. Então, o sertão, apesar de as campanhas de saúde na época da revolta da vacina terem chegado, muitos pereciam por serem mais suscetíveis devido a pobreza e as moradias insalúbres. Da mesma forma, algumas áreas não têm postos de saúde podendo ser relacionada ao esquema de graduação do sociólogo Max Weber, no qual renda, tipo de trabalho e grau de instrução são fundamentais para acesso aos bens.

Ademais, apesar da era técnico-científica ter melhorado a vida das pessoas, fez com que o senso crítico parasse de ser exercitado. Logo, a sociedade não faz bom uso dos mecanismos informacionais, já que a maior parte dos brasileiros prefere notícias curtas por serem convenientes com o tempo e preferem usar a parte livre do dia para o lazer na internet. Entretanto, as publicações sensacionalistas chamam atenção e não são analisadas criticamente, exibindo a teoria das instituições zumbi do filósofo Bauman, na qual expõe uma falha na formação de valores da sociedade.

Em suma, é preciso resolver a problemática da carência de informação e da divulgação de reportagens falsas. O Governo Federal, em parceria com o ministério da saúde, deve expandir e reforçar as campanhas por meio de propagandas-principalmente no interior-, garantindo mais cidadãos vacinados e a gradativa erradicação de doenças. Outrossim, as famílias necessitam incentivar o pensamento crítico através de leituras educativas, além da mídia, que precisa checar rigidamente os conteúdos publicados.