Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 30/10/2019

Durante a República Velha, século XX, ocorreu no Rio de Janeiro a Revolta da Vacina, movimento contra o abuso do poder estatal, ao tentar conter o avanço de doenças nos cortiços. No entanto, na contemporaneidade, movimentos fomentados com ideologias contra a vacinação, corrobora com a crise da saúde pública. Destarte, convém analisar não só a causa, como também consequência e possível medida para solucionar a problemática no Brasil.

Inicialmente, é possível notar que com o impulsionamento de notícias falsas, em relação à problemas acarretados pela imunização, corrobora com a adesão a não proteção. Segundo a Organização Mundial da Saúde, as “fake news” tiveram influência na vacinação contra febre amarela no Brasil, o que levou a 55% da população vacinada, sendo o ideal 80%. Dessarte, lê-se, como nociva a compreensão de que em um país com uma Constituição Federal tão atualizada, o Estado não meça esforços para neutralizar a crescente explosão de novos casos virais no Brasil.

Por conseguinte, motivadas por falsas informações o número de pessoas infectadas com vírus já controlados em outros momentos, voltam a tornar pauta no cenário atual brasileiro. De acordo com a Agência Brasil, há cerca de 500 casos de sarampo confirmados em Roraima e Amazonas, sendo que em 2016, o país recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o certificado de eliminação da circulação do vírus. Dessa maneira, torna-se inaceitável que casos continuem a incidir e impedir a vida da população brasileira.

Fica evidente, portanto, a extrema necessidade da intervenção estatal para mitigar o problema de saúde no país. É preciso, então, que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Tecnologia, crie páginas na internet  que informem de forma clara e objetiva a necessidade da vacinação e as consequências caso não a ocorra, por meio de verbas públicas, com o objetivo de instigar a reflexão e mudança comportamental. Assim, haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada.