Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 30/10/2019

Em 1998, a revista científica “Lancet” publicou um estudo do médico Andrew Wakefield, cujo conteúdo ligava o uso de vacinas ao autismo, o que sustentou o equivocado argumento dos grupos antivacinas. Com efeito, essa farsa ganhou adeptos no Brasil nos últimos 20 anos, sendo certo que, desde 2011, a imunização da juventude deixou de atingir os 95% recomendados pela OMS. Nesse caso, o governo necessita suplantar esse e outros os mitos para garantir a vacinação e a imunização do seu povo.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o sanitarista Dráuzio Varella defende que as vacinas, ao invés de provocarem doenças, alergias e outros efeitos negativos, foram responsáveis por efeitos positivos. Isto é, no último século, conseguiram reduzir de 100 a 14, em mil, a mortalidade infantil, bem como duplicou a expectativa de vida - prevenindo, i.ex., mortes provocadas pelo sarampo e pela pólio. Por isso, a OMS acrescentou os grupos antivacinas entre as 10 maiores ameaças à saúde da atualidade.

Além disso, nessa esteira de raciocínios, é importante ressaltar que o Brasil investe mal seus recursos econômicos, uma vez que, além de não fiscalizar as fronteiras tupiniquins, desperdiça-se com publicidade. Tanto é assim que o Ministério da Saúde ampliou em seis vezes o marketing para divulgação de campanhas de vacinação, ao invés de empregar a verba na conscientização de gestantes jovens (as quais desconhecem doenças erradicadas). Resultado: nascem crianças que permanecerão vulneráveis.

Portanto, para garantir o direito a saúde, estampado no artigo 196 da Constituição Federal de 1988, é preciso que o Ministério da Saúde faça uma parceria com o Conselho Federal de Medicina. Desse modo, os médicos da organização autárquica poderiam proferir palestrar ou debates em empresas e em escolas, conscientizando adolescentes e seus pais sobre a importância da vacinação. Além disso, a pasta da saúde poderia remanejar seus recursos de publicidade para campanhas midiáticas, as quais informariam corretamente a população. Assim, combater-se-ia os mitos do tema, protegendo a saúde, mesmo diante de imigração surpresa.