Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 31/10/2019
No século XX, eclodiu no Rio de Janeiro uma das maiores manifestações populares da época, a Revolta da Vacina. Motivados por notícias falsas e à imposição do governo em relação à vacinação contra a Rubéola. Mais de um século do ocorrido, as populares “fake news” ainda são o principal agente contra as campanhas de saúde pública, tendo como consequência a volta de doenças erradicadas, a desinformação e até um movimento anti vacina.
Em primeiro lugar, é necessário ressaltar como as inverdades difundidas principalmente pela internet contribuíram para o agravamento do problema de saúde. A sociedade ainda não se acostumou com a velocidade e quantidade de informações que recebem à todo momento, sendo assim, a busca por fontes e notícias que tem procedência, são amplamente encobertas por fatos não verídicos, que se espalham rapidamente. Durante pesquisa feita pelo Ministério Público em 2018 foi constatado que o 2º maior motivo de evasão nas campanhas de vacinação são por falta de conhecimento e medo, difundido por informações sem embasamento á cerca dos efeitos colaterais da vacina. Logo, uma ferramenta que chegou como mecanismo de conhecimento, hoje, assusta e afasta principalmente as camadas mais carentes da população brasileira, agravando assim à problemática.
Dessa forma, existe a volta de doenças dadas como erradicadas. Como exemplo o sarampo, que fez em 2018 o Brasil perder o selo internacional de erradicação da doença, essa piora pode ser compreendida se levar em consideração que em 2017 foi o ano com a menor porcentagem de pessoas vacinadas em 16 anos, segundo a Oms. Tal comportamento é atrelado diretamente a falta de manutenção estatal, corroborando para a construção de uma mentalidade grupal, que não acredita no Estado como auxiliador, muito menos nos efeitos positivos das vacinas.
Portanto, no que tange à problemática dos desafios para garantir a vacinação dos brasileiros, faz se necessário à interferência estatal. Começando pelas grandes cidades e se estendendo até pequenas comunidades, esse intermédio deve ser feito pelo Ministério da Saúde por meio de campanhas com foco na importância da imunização, tanto em redes abertas de televisão, como em rádios, folhetos e jornais. Além disso deve existir uma parceria com as prefeituras, para que haja a promoção de palestras principalmente em áreas mais carentes, a fim de educar e conscientizar da necessidade de um pacto social, para com a vacinação. Isto posto os problemas com a vacinação serão abrandados