Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 16/02/2020

No século X, os chineses já usavam a versão atenuada de vírus no corpo de pessoas para combater doenças, para isso, eles trituravam cascas de feridas causadas pela varíola e sopravam sobre o corpo das pessoas. Na atualidade, mecanismo imunológico semelhante é encontrado nas vacinas, essas representaram um avanço sem precedente no combate a várias doenças. Todavia, tornaram-se, nos últimos anos, alvo de desconfiança em decorrência do esquecimento e da desinformação que gera medo nas pessoas.

Primordialmente, é imprescindível apontar que com a diminuição da incidência de algumas doenças, elas acabaram, em certo nível, sendo esquecidas. De acordo com Renato Kfouri, presidente do departamento de imunizações da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), as vacinas fizeram e fazem doenças desaparecerem, criando uma falsa sensação de segurança. As pessoas não se veem mais sob risco de sarampo, difteria ou poliomielite. Diante disso, elas se esquecem o quanto essas doenças são perigosas e fatais e relaxam suas percepção de risco e a busca por vacinação diminui.

Além disso, é necessário colocar em evidência que a desinformação também é um fator que acarreta diminuição na cobertura vacinal. O Ministério da Saúde, em setembro de 2018, criou uma conta no WhatsApp para receber denúncias de notícias falsas que circulavam no aplicativo; foram recebidas, em média, 14 notificações por dia. Grande parte delas, falavam sobre vacinas e algumas apontavam que vacinas podiam causar autismo, o que é mentira. Diante das notícias falsas que são compartilhadas, as pessoas podem ficar receosas de se vacinarem , por conta do medo de possíveis efeitos colaterais, o que acarretará em não cumprimento, por parte do governo das metas de vacinação.

Diante do cenário apresentado, é mister que o Estado tome providências para aumentar as taxas de vacinação. Urge, portanto, que as secretarias de saúde dos municípios cursos de capacitação dos agentes de saúde