Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 05/03/2020

No início do século xx, na cidade do Rio de Janeiro, aconteceu protestos contra a implementação do projeto de vacinação obrigatória devido a ineficiência do estado em informar a população, atualmente, os desafios ainda persistem, porém  devido ao excesso de notícias falsas aliadas a omissão dos pais e responsáveis. Nesse sentido, é relevante analisarmos as consequências desta problemática para a sociedade.

Desse modo, é válido salientar a importância da informação para a segurança da saúde pública, haja visto, que as fake news podem comprometer os resultados das campanhas de imunização. Assim como, ilustram os dados do Ministério da saúde que registraram uma queda da cobertura vacinal contra a poliomielite no país de 96,5% em 2012 para 86,6% no ano de 2018. Logo, é imprescindível que o estado junto com autoridades fiscalizem e punam publicações fraudulentas sobre campanhas de imunização.

Ademais, há familiares e responsáveis que negam o direito de vacinação à seus filhos por motivos ideológicos, religiosos ou alegam descuido o que veem provocando a diminuição de crianças menores de cinco anos imunizadas, por conseguinte, contribuem para o regresso de doenças erradicadas como o sarampo. Dessa maneira, essa decisão coloca em risco a vida desses menores, além de restringi-los dos seus direitos à saúde que estão previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

É evidente, portanto, que mesmo no decorrer do tempo ainda não  existe políticas públicas que garantam a eficiência das campanhas efetuadas pelos órgãos da saúde pública no país. Destarte, o Ministério Público em consonância com a Mídia devem promover campanhas através dos veículos de comunicação e redes sociais com intuito de erradicar movimentos antivacinais e notícias falsas, além de projetar um aplicativo que contenha o boletim de doses aplicadas e doses pendentes, somado a instruções sobre possíveis sintomas colaterais de cada tipo de vacina e um campo para tirar dúvidas com profissionais da saúde. Como resultado pode-se combater a desinformação e alcançar a praticidade do controle pelos usuários e médicos.