Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 08/03/2020

No Brasil, o retorno de doenças como o sarampo, febre amarela, rubéola e outras têm causado comoção na população e nas mídias sociais. Devido ao Movimento Antivacina, existe um regresso na tentativa de combater essas doenças. O Movimento afirma que esse tipo de prevenção causa outras enfermidades e até a morte, quando na verdade a distribuição dessas vacinas é feita de forma segura e tem se mostrado eficaz.

Segundo o Datasus, a cobertura de imunização vem caindo drasticamente desde 2013, chegando em 2016 abaixo da meta de 95% determinada pela OMS. Apesar dos esforços do Ministério da Saúde em reverter a situação com mais investimentos e recursos, como te sido desde 2010 - no valor de R$ 761,1 milhões e previsão de R$ 4,7 bilhões para 2018, parte da população tem aderido a ideia de negligenciar a prevenção, o que demonstra ser um problema que vai além do capital e pesquisas que comprovem a segurança da vacina; depende de informações de fontes oficiais e válidas do Governo

Como na frase de Jacques Bossuet, “A saúde depende mais das precauções que dos médicos”, entende-se que a precaução é a chave manter uma boa saúde. O que tem ocorrido presentemente, o mesmo sucedeu em 1904, na chamada Revolta da Vacina, que, em meio a tantos outros fatores, deu-se pela falta de informações do Governo para com a comunidade. Dessa maneira, é notável o quão necessária e básica é o conhecimento da situação.

Portanto, visto que o problema se encontra na ausência de fatos, é dever do Governo e do Ministério da Saúde, em coparticipação da Prefeitura de cada cidade, a criação de palestras feitas por especialista na área para esclarecer como funciona a vacinação, apresentando dados e pesquisas a população. As palestras seriam organizadas em escolas, postos de saúde, centros culturais e, igualmente, debatidas nas rádios e programas de televisão. Além disso, se tornaria indispensável visitas mensais à comunidade, questionando e regularizando a imunização por meio da comunicação. Por conseguinte, com a junção da informação passada de maneira correta e preocupação com a saúde do coletivo, é possível combater não apenas as doenças, como também a disseminação de “fake news”.