Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 18/03/2020

Durante a República Velha, o Rio de Janeiro passou por um momento histórico de importância nacional: a Revolta da Vacina, marcada especialmente pela resistência da população local. Em consonância, o mesmo acontece na sociedade contemporânea com a negligência dos pais perante a imunização de seus filhos. Além disso, outro fator que contribui com esse atual desafio é a dificuldade do acesso as vacinas.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2017 o Brasil apresentou o menor índice de vacinação nos últimos 16 anos. Nesse sentido, grande parte do problema advêm das notícias falsas propagadas pelos movimentos anti-vacinas que afirmam, sem provas ou argumentos concretos, que a imunização causa complicações no desenvolvimento infantil - ideia já desmentida diversas vezes por cientistas de todo o mundo. A partir disso, pais fragilizados e influenciáveis se veem aflitos e optam por manterem seus filhos distantes das vacinas, o que os expõe à uma situação de maior risco.

Não obstante, segundo a Folha de S. Paulo, nos últimos anos houve um aumento de quase 20% nos casos de sarampo no país, doença que havia sido erradicada há uma década. Nesse viés, isso se deve também a questão do acesso as vacinas no Brasil, seja pela falta de alguns antivírus na rede pública de saúde em municípios carentes, falta de postos para aplicação em regiões remotas ou o custo das mesmas quando estas não são disponibilizadas gratuitamente. Por conseguinte, a imunização se torna precária e insuficiente para combates as principais doenças que atingem os brasileiros.

Desse modo, é indispensável o aumento da preocupação com a garantia da vacinação da população. Assim, cabe ao Ministério da Saúde aumentar os investimentos nessa área, principalmente em locais distantes, o que há de assegurar o acesso a todos. Ademais, a mídia, em conjunto com as instituições de ensino, deve promover palestras para pais, alunos e responsáveis que ressaltem a importância da imunização. Pois, só assim certificar-se-á as transformações na saúde pública, como Oswaldo Cruz foi capaz de fazer no começo do século XX.