Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 09/04/2020
Em 1904, o estado do Rio de Janeiro lançou a primeira campanha de vacinação que foi obrigatória e autoritária, assim criou-se um pensamento popular de que a vacina serveria para desimar essa população. Embora, o modelo de vacinação tenha mudado; não só há pouco diálogo entre os profissionais de saúde e as outras camadas, mas também pessoas oportunistas na internet que, em tempos de pós-verdade, acabam ganhando voz e visibilidade.
Segundo Drauzio Varella, as vacinas são as ferramentas mais eficazes para prevenção de diversas doenças, redução de mortalidade infantil e economia de bilhões em custos com a saúde a cada ano. No entanto, há uma precariedade na comunicação com a população que por viverem em um período no qual muitas doenças foram extintas não compreendem que vacinar é cuidado individual e também forma de imunização da coletividade. Ademais, cabe salientar, que através de uma artigo da The Lancet, em 1998, foi publicado que existiria uma relação entre vacina e autismo o que, mesmo depois de ser desmentido em esfera científica, causou a ascenção do movimento antivacina no mundo.
De acordo com Zygmunt Bauman, as referências de líderes não existem mais e as pessoas buscam a figura do conselheiro, que não necessariamente precisa ser uma autoridade na área, mas que age como exemplo a ser seguido. Logo, em virtude de uma desinformação, as pessoas buscam obter conhecimento pelas vias acessiveis dos vídeos e dos blogs que são escritos por outros leigos, entrentanto são claros, simples e representativos.
Dessa forma, fica evidente a necessidade do Ministério da Saúde criar campanhas de fácil compreenção, por meio da participação de influenciadores digitais e famosos, à fim de que a população veja a vacinação como forma de prevenção de doenças e proteção de um todo. Assim, os indivíduos seram mais esclarecidos e conscientes.