Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 19/04/2020

A vacinação no Brasil tem causado grandes preocupações ao poder público devido a baixa adesão dos últimos anos. Prova disso são os recentes dados divulgados pelo Ministério da Saúde que mostra, a queda da vacinação em crianças de até 1 ano. De acordo com números em 2011 a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) passou de 102,3% para 90,5% em 2018, sendo o recomendado  minimo 95%.

Atualmente o maior obstáculo a vacinação tem sido a desinformação unida a irresponsabilidade governamental, que apesar de ter acesso a diversos bancos de dados de seus cidadães encontra dificuldades em atende-los. A comprovação são as distribuições mal feitas nas áreas remotas de difícil acesso que deveriam ter mais atenção, pois devido ao saneamento básico e acesso a saúde precário se tornam mais vulneráveis as doenças.

Outro ponto muito importante a se debater são as campanhas  feitas pelo governo, que funciona apenas de forma pontual em períodos de surtos e épocas virais e não de forma contínua. Desse modo a desinformação só aumenta dando espaços as “fake news” levando também a desvalorização científica, que hoje é a comunidade responsável pelo desenvolvimento das vacinas e estudos das doenças.

Levando em consideração esses aspectos apresentados devemos melhorar e atualizar algumas medidas como por exemplo, digitalizar a carteira de vacinação e inserir em um banco de dados que possa cruzar com CadÚnico (sistema responsável por monitorar famílias de baixa renda) facilitando o mapeamento das áreas que mais precisam de campanhas de vacinação e maior distribuições. Na sequência continuar a usar o sistema de vacinação Drive-Thru que mostrou grande eficacia na primeira etapa da campanha de vacinação contra a gripe de 2019 e alcançou os 90% do público alvo e sem formar filas evitando qualquer tipo de contágio. É importante também ampliar a forma em que as campanhas informativas são feitas, levando profissionais da saúde para dar palestra nas escolas infantis e em asilos onde se encontra grande parde do publico alvo, além das ONG’s que recebem famílias carentes e muitas das vezes de difícil acesso. Cobrar por iniciativas governamentais eficazes no qual o artigo 196 da Constituição Federal diz que a saúde é de todos e dever do Estado.